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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

PARA VIVER MELHOR

Emmanuel
 A importância do perdão, de modo geral, ainda não foi claramente  compreendida pelos companheiros domiciliados no Plano Físico.
O espírito, em estágio na Terra, é um inquilino do corpo em que reside  transitoriamente.
Imaginemos o usufrutuário da moradia a martelar estruturas da sua  própria casa, em momentos de revolta e azedume.
Quanto mais repetidos os acessos de amargura e ressentimento, mais  ampla a depredação em prejuízo próprio.
Esse é o quadro  exato da criatura, habituada às reações negativas, nos  instantes de prova ou desagrado.
Daí nascem muitas das moléstias obscuras, diagnosticáveis ou não,  agravando as condições do veículo físico, já de si mesmo frágil e  vulnerável, embora maravilhosamente constituído.
Se tens mágoa contra alguém, observa que esse alguém não terá agido com  os teus conceitos e pensamentos.
O amor nos vinculará sempre a determinado grupo de pessoas, entretanto,  em nosso próprio benefício, amemo-las, tais são, sem exigir que nos amem,  sob pena de cairmos frequentemente em desequilíbrio e abatimento.
Doemos alma e coração aos seres queridos, sem escravizá-los a nós e sem  nos escravizarmos a eles.
Por muito se nos enlacem no mundo físico, sob as teias da  consanguinidade, saibamos deixá-los libertos de nós, a fim de serem o que  desejam, na certeza de que a escola da experiência não funciona  inutilmente.
A criança é responsabilidade nossa e responderemos, ante as leis da  vida, pela proteção ou pelo abandono que estejamos devotando aos pequeninos  confiados à nossa tutela temporária.
Os adultos, porém, são donos dos próprios atos e, não será justo chamar  a nós, a consequências da empresas a que se adaptem ou dos caminhos que escolham, tanto quanto não seria razoável, atribuir a eles os resultados de  nossas próprias ações.
Perdão e tolerância são alavancas de sustentação da nossa paz íntima.
Desculpar faltas e agravos será libertar-nos de choques e golpes que  vibraríamos sobre nós mesmos, criando em nós e para nós, dilapidações e doenças de resultados imprevisíveis.
Ensinou-nos o Cristo: - "Perdoa não sete vezes, mas setenta vezes sete  vezes".
Isso, na essência, quer dizer que não somente nos cabe esquecer as  ofensas recebidas em proveito próprio, mas também significa que seria  ilógico disputar atenção e carinho daqueles que porventura nos agridam, já  compromissados, por eles mesmos, nas equações infelizes das atitudes a que  se afeiçoem.
 
Em suma, para quem quiser na Terra trabalhar e progredir com mais saúde  e paz, alegria e segurança, vale a pena perdoar constantemente para viver  sempre melhor.
 
Livro: Amigo
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças