Solidarity Spiritist Societ

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Ver


A visão não é exclusividade dos olhos físicos. 

Refletir é ver com a consciência. 

Imaginar é ver com o sentimento. 

Calcular é ver com o raciocínio. 

Recordar é ver com a memória. 

Por isso mesmo, a visão é propriedade vasta e complexa do Espírito, que se dilata e se enriquece constantemente, à medida que nossos poderes e emoções se desenvolvem e se aprimoram.

Quem deseje, pois, realizar, aquisições psíquicas de clarividência nos celeiros da vida, guarde a pureza no coração, afim de que a pureza, em se exteriorizando através de nossos sentidos, nos regenere o mundo emocional, reajustando o nosso idealismo e equilibrando os nossos desejos na direção do Bem Infinito. 

Quem procura o “lado melhor” dos acontecimentos, a “parte mais nobre das pessoas” e a “expressão mais útil” das cousas, está conquistando preciosos acréscimos de Visão. 

Enquanto nos confiamos às paixões perturbadoras, tateando nas trevas do egoísmo e do ódio, varando o gelo da indiferença e o enrijecimento espiritual, atravessando o incêndio da incompreensão e do desvario ou vencendo os pântanos do desregramento ou da intemperança, não poderemos senão ver com a carne os problemas inquietantes e dolorosos que à ela se ajustam. 

Purifiquemos o Espírito e conseguiremos descobrir os horizontes da nossa gloriosa imortalidade. 

Todos enxergam alguma cousa na vida comum, entretanto, raros sabem ver. 


Ajustemo-nos aos princípios do Vidente Divino que soube contemplar as necessidades humanas, com amor e perdão, do Alto da Cruz e, por certo, começaremos, desde agora, a penetrar na claridade sublime de nossa própria ressurreição. 

Livro: Alma e Vida
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças