Solidarity Spiritist Societ

sexta-feira, 12 de julho de 2013

O HOMEM ANTE A VIDA


No crepúsculo da civilização em que rumamos para a alvorada de novos milênios, o homem que amadureceu o raciocínio supera as fronteiras da inteligência comum e acorda, dentro de si mesmo, com interrogativas que lhe incendeiam o coração. 

Quem somos? 

Donde viemos? 

Onde a estação de nossos destinos? 

À margem da senda em que jornadeia, surgem os escuros estilhaços dos ídolos mentirosos que adorou e, enquanto sensações de cansaço lhe assomam à alma enfermiça, o anseio da vida superior lhe agita os recessos do seu, qual braseiro vivo do ideal, sob a espessa camada de cinzas do desencanto.

Recorre à sabedoria e examina o microcosmo em que sonha. 

Reconhece a estreiteza do círculo em que respira.

Observa as dimensões diminutas do Lar Cósmico em que se desenvolve.

Descobre que o Sol, sustentáculo de sua apagada residência planetária, tem um volume de 1.300.000 vezes maior que o dela. 

Aprende que a Lua, insignificante satélite do seu domicílio, dista mais de 380.000 quilômetros do mundo que lhe serve de berço. 

Os Planetas vizinhos evolucionam muito longe, no espaço imenso. 

Dentre eles, destaca-se Marte, distante de nós cerca de 56.000.000 de quilômetros na época de sua maior aproximação. 

Alongando as perquirições, além do nosso Sol, analisa outros centros de vida. 

Sírius ofusca-lhe a grandeza. 

Pólux, a imponente estrela do Gêmea, eclipsa-o em majestade.

Capela é 5.800 vezes maior. 

Antares apresenta volume superior. 

Canópus tem um brilho oitenta vezes superior ao do Sol. 

Livro: Roteiro
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças