Permanecerás jovem enquanto permaneceres generoso,
enquanto sentires a alegria de dar alguma coisa de ti.
General Douglas MacArthur
MOCIDADE ESPÍRITA – 1º
1 - Não sou a
fim de frequentar as reuniões da Mocidade Espírita. Acho tudo muito maçante,
repetitivo, insuportável...
E o que está fazendo para mudar essa situação?
2 - Nada. Simplesmente
afastei-me. Acho melhor estudar sozinho.
Interessante ideia.
Se a aplicássemos integralmente fecharíamos todas as escolas. Ocorre que
na fase juvenil é indispensável que nosso aprendizado se faça em bases de
escolaridade, participando de grupos compatíveis com nossas necessidades, com
metas a serem atingidas e o estímulo da convivência.
3 - Que posso
fazer, se não me sinto nem um pouco motivado?
Nem
sempre é possível fazer o que gostamos, mas é indispensável aprender a gostar
do que deve ser feito. Raros alunos têm na escola e no estudo suas
preferências. Os que tiram legítimo proveito são os que se conscientizam de que
isso é importante.
4 - Há uma
diferença. A escola leiga faz parte de nossa formação social e profissional, na
Mocidade há apenas aquele blablablá que não leva a nada.
Engano
seu. O aprendizado religioso diz respeito ao desenvolvimento de valores
espirituais, tão importantes em relação ao seu futuro quanto a formação
intelectual e profissional. Nos bancos escolares nos preparamos para ganhar o
pão material. Na participação religiosa habilitamo-nos ao indispensável pão do
Espírito.
5 - Que beneficio posso
colher nessas reuniões chochas que me dão sono?
O bom aluno
sempre tirará proveito da escola, ainda que esta deixe a desejar. Por outro
lado, por que você não contribui para que as reuniões sejam mais produtivas e
atraentes?
6 - De que forma?
Ofereça
sugestões quanto aos temas abordados e à dinâmica da reunião. Questione a
metodologia. Supere a condição de sonolento espectador.
7 - Aí esbarro numa dificuldade. Sou tímido. Não consigo
abrir a boca na reunião.
O
problema maior está aí, não na qualidade da reunião. Sem participar é
impossível integrar-se no grupo e apreciar o que se faz. Sempre parecerá tudo
muito enjoado.
8 - Como superar a timidez?
Enfrentando-a. Em meus verdes anos eu tremia
quando me dirigiam a palavra na Mocidade. Se me escalavam para desenvolver um
tema eu queria morrer. Ficava semanas sem aparecer. Quando, finalmente, resolvi
enfrentar o desafio, ficava mal a semana toda. No dia aprazado rezava para que
chovesse e pouca gente comparecesse. Quanto menos melhor. Se possível, graça
suprema, nem houvesse reunião. Tremia, suava, enjoava... Tudo passou na medida
em que perseverei, integrando-me no grupo e aprendendo a participar.
Livro: Não Pise na Bola
Richard Simonetti
Francisco Rebouças