Solidarity Spiritist Societ

domingo, 9 de junho de 2013

ATIVIDADE ESPÍRITA


Permanecerás jovem enquanto permaneceres generoso, enquanto sentires a alegria de dar alguma coisa de ti.
                                                                          General Douglas MacArthur
MOCIDADE ESPÍRITA – 1º 
1 - Não sou a fim de frequentar as reuniões da Mocidade Espírita. Acho tudo muito maçante, repetitivo, insuportável...
 E o que está fazendo para mudar essa situação? 
2 - Nada. Simplesmente afastei-me. Acho melhor estudar sozinho.
Interessante ideia. Se a aplicássemos integralmente fecharíamos todas as escolas. Ocorre que na fase juvenil é indispensável que nosso aprendizado se faça em bases de escolaridade, participando de grupos compatíveis com nossas necessidades, com metas a serem atingidas e o estímulo da convivência. 
      3 - Que posso fazer, se não me sinto nem um pouco motivado?
Nem sempre é possível fazer o que gostamos, mas é indispensável aprender a gostar do que deve ser feito. Raros alunos têm na escola e no estudo suas preferências. Os que tiram legítimo proveito são os que se conscientizam de que isso é importante. 
      4 - Há uma diferença. A escola leiga faz parte de nossa formação social e profissional, na Mocidade há apenas aquele blablablá que não leva a nada.
Engano seu. O aprendizado religioso diz respeito ao desenvolvimento de valores espirituais, tão importantes em relação ao seu futuro quanto a formação intelectual e profissional. Nos bancos escolares nos preparamos para ganhar o pão material. Na participação religiosa habilitamo-nos ao indispensável pão do Espírito. 
            5 - Que beneficio posso colher nessas reuniões chochas que me dão sono?
       O bom aluno sempre tirará proveito da escola, ainda que esta deixe a desejar. Por outro lado, por que você não contribui para que as reuniões sejam mais produtivas e atraentes? 
       6 - De que forma?
 Ofereça sugestões quanto aos temas abordados e à dinâmica da reunião. Questione a metodologia. Supere a condição de sonolento espectador. 
       7 - Aí esbarro numa dificuldade. Sou tímido. Não consigo abrir a boca na reunião.
 O problema maior está aí, não na qualidade da reunião. Sem participar é impossível integrar-se no grupo e apreciar o que se faz. Sempre parecerá tudo muito enjoado. 
        8 - Como superar a timidez?
 
     Enfrentando-a. Em meus verdes anos eu tremia quando me dirigiam a palavra na Mocidade. Se me escalavam para desenvolver um tema eu queria morrer. Ficava semanas sem aparecer. Quando, finalmente, resolvi enfrentar o desafio, ficava mal a semana toda. No dia aprazado rezava para que chovesse e pouca gente comparecesse. Quanto menos melhor. Se possível, graça suprema, nem houvesse reunião. Tremia, suava, enjoava... Tudo passou na medida em que perseverei, integrando-me no grupo e aprendendo a participar.
 
Livro: Não Pise na Bola
Richard Simonetti
 
Francisco Rebouças