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sábado, 8 de junho de 2013

AMOR FRATERNAL

 

       “Permaneça o amor fraternal.” — Paulo. (HEBREUS, CAPÍTULO 13, VERSÍCULO 1.)
 
As afeições familiares, os laços consanguíneos, as simpatias naturais podem ser manifestações muito santas da alma, quando a criatura as eleva no altar do sentimento superior, contudo, é razoável que o espírito não venha a cair sob o peso das inclinações próprias.

O equilíbrio é a posição ideal.

Por demasia de cuidado, inúmeros pais preju­dicam os filhos.

Por excesso de preocupações, muitos cônjuges descem às cavernas do desespero, defrontados pe­los insaciáveis monstros do ciúme que lhes aniquilam a felicidade.

Em razão da invigílância, belas amizades termi­nam em abismo de sombra.

O apelo evangélico, por isto mesmo, reveste-se de imensa importância.

A fraternidade pura é o mais sublime dos siste­mas de relações entre as almas.

O homem que se sente filho de Deus e sincero irmão das criaturas não é vitima dos fantasmas do despeito, da inveja, da ambição, da desconfiança. Os que se amam fraternalmente alegram-se com o júbilo dos companheiros; sentem-se felizes com a ventura que lhes visita os semelhantes.

As afeições violentas, comumente conhecidas na Terra, passam vulcânicas e inúteis.
 
        Na teia das reencarnações, os títulos afetivos modificam-se constantemente. É que o amor frater­nal, sublime e puro, representando o objetivo supremo do esforço de compreensão, é a luz imperecível que sobreviverá no caminho eterno.
 
Livro: Pão Nosso
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças