Solidarity Spiritist Societ

domingo, 26 de maio de 2013

VEJAMOS ISSO


       “Porque o Cristo me enviou, não para batizar, mas para evangelizar; não em sabedoria de palavras, para que a cruz do Cristo se não faça vã.” — Paulo. (1ª EPÍSTOLA AOS CORÍNTIOS, CAPÍTULO 1, VERSÍCULO 17.) 

Geralmente, quando encarnados, sentimos vai­doso prazer em atrair o maior número de pessoas para o nosso modo de crer.

Somos invariavelmente bons pregadores e emi­nentemente sutis na criação de raciocínios que es­maguem os pontos de vista de quantos nos não possam compreender no imediatismo da luta.

No primeiro pequeno triunfo obtido, tornamo-nos operosos na consulta aos livros santos, não para adquirir mais vasta iluminação e, sim, com o objetivo de pesquisar as letras humanas das divinas escrituras, buscando acentuar as afirmativas vulneráveis de nos­sos opositores.

Se católicos romanos, insistimos pela observân­cia de nossos amigos à frequência da missa e dos sacramentos materializados; se adeptos das igrejas reformadas, exigimos o comparecimento geral ao culto externo; e, se espiritistas, buscamos multiplicar as sessões de intercâmbio com o plano invisível.
Semelhante esforço não deixa de ser louvável em algumas de suas características, todavia, é im­perioso recordar que o aprendiz do Evangelho, quan­do procura sinceramente compreender o Cristo, sen­te-se visceralmente renovado na conduta íntima.
      
       Quando Jesus penetra o coração de um homem, converte-o em testemunho vivo do bem e manda-o a evangelizar os seus irmãos com a própria vida e, quando um homem alcança Jesus, não se detém, pura e simplesmente, na estação das palavras bri­lhantes, mas vive de acordo com o Mestre, exemplifi­cando o trabalho e o amor que iluminam a vida, a fim de que a glória da cruz se não faça vã.
 
Livro: Pão Nosso
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças