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quinta-feira, 30 de maio de 2013

OFERENDAS


 
      “Porque isto fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo.” — Paulo. (HEBREUS, CAPÍTULO 7, VERSÍCULO 27.) 

As criaturas humanas vão sempre bem na casa farta, ante o céu azul. Entretanto, logo surjam di­ficuldades, ei-las à procura de quem as substitua nos lugares de aborrecimento e dor. Muitas vezes, pagam preço elevado pela fuga e adiam indefinidamente a experiência benéfica a que foram convidadas pela mão do Senhor.

Em razão disso, os religiosos de todos os tempos estabelecem complicados problemas com as oferen­das da fé.

Nos ritos primitivos não houve qualquer hesita­ção, perante o sacrifício de jovens e crianças.

Com o escoar do tempo, o homem passou à matança de ovelhas, touros e bodes nos santuários.

Por muitos séculos perdurou o plano de óbolos em preciosidades e riquezas destinadas aos serviços do culto.

Com todas essas demonstrações, porém, o ho­mem não procura senão aliciar a simpatia exclusiva de Deus, qual se o Pai estivesse inclinado aos par­ticularismos terrestres.

A maioria dos que oferecem dádivas materiais não procede assim, ante as casas da fé, por amor à obra divina, mas com o propósito deliberado de comprar o favor do céu, eximindo-se ao trabalho de auto aperfeiçoamento.

Nesse sentido, contudo, o Cristo forneceu pre­ciosa resposta aos seus tutelados do mundo.
Longe de pleitear quaisquer prerrogativas, não enviou subs­titutos ao Calvário ou animais para sacrifício nos templos e, sim, abraçou, ele mesmo, a cruz pesada, imolando-se em favor das criaturas e dando a enten­der que todos os discípulos serão compelidos ao testemunho próprio, no altar da própria vida.
 
Livro: Pão Nosso
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças