Na Cura pelo passe, o Médium passista tem um papel fundamental, não pode ser apenas um mero robô de mãos estendidas como se nada dependesse dele, ao contrário, deve preparar-se convenientemente para essa nobre tarefa, pois, como nos esclarece a doutrina espírita em A Gênese, Cap. XIV, item 33, as mais das vezes, a cura se verifica pelo apelo do médium através da ligação por pensamento ao Espírito magnetizador que o inspira a agir de acordo com a necessidade do irmão à sua frente, que o Médium só perceberá se estiver realmente preparado para e sintonizado com a equipe espiritual na realização da tarefa.
Nada se consegue sem trabalho, preparo e dedicação.
Onde explica que se deve simplesmente estender as mãos?
Onde explica que se deve simplesmente estender as mãos?
Mediunidade não é pretexto para situar-se a criatura no fenômeno
exterior ou no êxtase inútil, à maneira da criança atordoada no deslumbramento
da festa vulgar.
É, acima de tudo, caminho de árduo trabalho em que o espírito,
chamado a servi-la, precisa consagrar o melhor das próprias forças para
colaborar no desenvolvimento do bem.
O médium, por isso, será vigilante cultor do progresso,
assistindo-lhe a obrigação de aprimorar-se incessantemente para refletir com
mais segurança a palavra
ou o alvitre, o pensamento ou a sugestão da Vida Maior.
Livro: Mediunidade e Sintonia
Chico Xavier/Emmanuel
Obs.: Sem o estudo sério, sem sintonia mental elevada, ficaremos de mãos estendidas a espera de que os Espíritos façam tudo, sem a necessidade de nossa participação efetiva no processo de cura, como se fôssemos simples postes.
Francisco
Rebouças
