Solidarity Spiritist Societ

sexta-feira, 10 de maio de 2013

CONFLITO


       “Acho então esta lei em mim: quando quero fazer o bem, o mal está comigo.” — Paulo. (ROMANOS, CAPÍTULO 7, VERSÍCULO 21.) 

       Os discípulos sinceros do Evangelho, à maneira de Paulo de Tarso, encontram grande conflito na própria natureza.

       Quase sempre são defrontados por enormes di­ficuldades nos testemunhos. No instante justo, quando lhes cabe revelar a presença do Divino Companheiro no coração, eis que uma palavra, uma atitude ligeira os traem, diante da própria consciência, indicando-lhes a continuidade das antigas fraquezas.

       A maioria experimenta sensações de vergonha e dor.

       Alguns atribuem as quedas à influenciação de espíritos maléficos e, geralmente, procuram o inimigo no plano exterior, quando deveriam sanar em si mes­mos a causa indesejável de sintonia com o mal.

É indubitável que ainda nos achamos em região muito distante daquela em que possamos viver isen­tos de vibrações adversas, todavia, é necessário ve­rificar a observação de Paulo, em nós próprios.

Enquanto o homem se mantém no gelo da indi­ferença ou na inquietação da teimosia, não é chamado à análise pura; entretanto, tão logo desperta para a renovação, converte-se o campo íntimo em zona de batalha.

Contra a aspiração bruxuleante do bem, no dia que passa, levanta-se a pesada bagagem de som­bras acumuladas em nossas almas desde os séculos transcorridos. Indispensável, portanto, grande sere­nidade e resistência de nossa parte, a fim de que o progresso alcançado não se perca.

O Senhor concede-nos a claridade de Hoje para esquecermos as trevas de Ontem, preparando-nos para o Amanhã, no rumo da luz imperecível.
 
Livro: Pão Nosso
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças