Solidarity Spiritist Societ

quinta-feira, 9 de maio de 2013

ASSEIO VERBAL

 

Emmanuel

Nossa conversação, sem que percebamos, age por nós em todos aqueles que nos escutam. 

“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só o que for bom para promover a edificação” – Paulo (Efésios, 4:29). 

Quanto mais se adianta a civilização, mais se amplia o culto à higiene. 

Reservatórios são tratados, salvaguardando-se o asseio das águas. 

Mercados sofrem fiscalização rigorosa, com vistas à pureza das substâncias alimentícias. 

Laboratórios são continuamente revistos, a fim de que não surjam medicamentos deteriorados. 

Instalações sanitárias recebem, diariamente, cuidadosa assepsia. 

Será que não devemos exercer cautela e diligência para evitar a palavra torpe, capaz de situar-nos em perturbação e ruína moral? 

Nossa conversação, sem que percebamos, age por nós em todos aqueles que nos escutam. 

Nossas frases são agentes de propaganda dos sentimentos que nos caracterizam o modo de ser; se respeitáveis, traze-nos a atenção de criaturas respeitáveis; se menos dignas, carreiam em nossa direção o interesse dos que se fazem menos dignos; se indisciplinadas, sintonizam-nos com representantes da indisciplina; se azedas, afinam-nos de imediato, com os campeões do azedume. 

Controlemos o verbo, para que não venhamos a libertar essa ou aquela palavra torpe. 

Por muito esmerada nos seja a educação, a expressão repulsiva articulada por nossa língua é sempre uma brecha perigosa e infeliz, pela qual perigo e infelicidade nos ameaçam com desequilíbrio e perversão.


Livro: Centelhas
Chico Xavier/Emmanuel


Francisco Rebouças