Francisco Perillo Junior Eugenio Rodrigues Jardim
Farmacêutico, nascido e Nascimento: 06.10.1856
Desencarnado em Goiás Desencarne: 26.07.1926
Parentesco: Tio
Com muitos problemas familiares, fomos atraídos a procurar
o Espiritismo, para ver se podíamos minorizar as nossas dificuldades.
Tempos depois dessa adesão, tivemos o desejo de procurar o
Chico.
Assim, partimos para Uberaba.
Achamos tudo muito simples. Fomos convidados a tomar um
cafezinho em pequena cozinha existente, e ligeiramente mantivemos nosso
primeiro contato.
Não achei que fosse extraordinário. Foi um encontro
ligeiro, sem qualquer surpresa que viesse nos prender a atenção.
Mas, de qualquer maneira, marcou-me sua presença.
Em uma segunda viagem, dentro das mesmas características
da primeira, recebi um convite para participar da mesa.
Aceitei com muito bom grado.
Nesse dia sim. Notei uma forte atração que parecia nos
unir muito.
Observei no seu carinho o seu amor às pessoas e tudo isto
conquistou-me mais.
Tempos depois, voltei numa terceira viagem. Recebi amável
convite para participar de seu almoço domingueiro.
Nessa época estava com residência firmada em Goiânia. E,
passeando em Goiás, encontrei Consuelo Caiado, grande amiga de nossa família.
Consuelo, espírita também, perguntou-me se podia dar um
jeito de interceder junto ao Chico, para que ela pudesse resolver um assunto de
muita seriedade e interesse.
Explicou-me e achei realmente tratar-se de caso em que
estaria sendo reconhecido o real valor de todo aquele que trabalha para a
humanidade.
Consuelo é filha do ex-Senador Dr. Antonio Ramos Caiado.
Comprometi-me e, em vista disso, comecei a estreitar mais
o meu contato com Chico.
Depois de muito tempo, consegui marcar uma data para sua
visita a Goiás.
No dia previsto, por volta de uma hora da madrugada,
recebi seu telefonema: acabava de chegar a Goiânia.
Às 8 horas partimos para Goiás; ainda antes do almoço
fomos à casa de Consuelo Caiado. Não pode resolver o assunto, pois, dependia de
certas formalidades.
Logo mais, pediu-me que fossemos ao cemitério. Lá procurou
o tumulo de Joaquim Santana, pois no caminho me havia perguntado se conhecia
essa pessoa.
Disse-lhe que não; ele era do tempo dos meus pais.
Tinha conhecimento de algumas de suas modinhas; também foi
cantor.
À noite fomos ao Centro Espírita Amigos dos sofredores,
quando veio a mensagem de minha bisavó Joaquina Porphira Rodrigues Jardim,
esposa do meu bisavô, José Joaquim da Veiga Valle.
Esta mensagem causou grande espécie, por ter sido
psicografa na ortografia antiga.
Outro ponto que causou espécie, o povo que se encontrava
no local não sabia de quem se tratava, admirando-se, visto que a única pessoa
que a conhecia era eu mesmo.
Depois terminou o trabalho, ficando marcada uma nova data
entre Chico e Consuelo.
Em 8.6.1975 chegou a Goiânia, em seguida foi à minha
residência, à Rua 24 nº 15 – Centro.
Sabendo desse dia, perguntei ao Chico se poderia convidar
alguns amigos para recebê-lo, no que fui autorizado. Às 8 horas da noite
encontravam-se em minha casa cerca de vinte senhores. Apresentei-os sem dizer
quem eram, omitindo os seus cargos na vida publica e profissional.
Alguns deles estava acompanhados de suas respectivas
esposas. À exceção de três pessoas, quase todos formados em direito, dentre
eles Desembargadores, Procuradores de Estado, etc.
Chamava todos pelos nome s respectivos títulos. Realmente,
não havia trocado qualquer palavra com Chico.
Conversou com todas essas pessoas, sofrendo verdadeira
chuva de perguntas. Nesse meio havia espíritas, católicos e até um casal que se
dizia descrente, ateu.
Assim que terminou a palestra, estávamos acima das 22
horas, quando perguntei da possibilidade de se fazer uma pequena reunião,
obtendo imediatamente resposta afirmativa. Fizemos os preparativos, sentou-se à
cabeceira da mesa e foi convidando um por um para tomar parte do trabalho.
Chamou logo Dra. Amália, esposa do desembargador
Maximiano, sentando-a perto dele e junto do desembargador. Continuou chamando
até completar os lugares.
O trabalho foi iniciado com prece feita pela Sra. Maria
Antonieta, do Centro Espírita que freqüentávamos. Transcorria normalmente o
trabalho. Chico psicografando e Dra. Amália Hermano passava as paginas
psicografadas do bloco de papel.
Notei que o desembargador não desviava seu olhar um
instante sequer daquela maquina espiritual. Terminada a psicografia deu-se a
leitura.
A mensagem era do Coronel Eugenio Rodrigues Jardim, que
foi Governador do Estado de Goiás, nascido em Goiás no dia 6.10.1856 e
desencarnado em 27.7.1926, quando Senador da Republica, vitimado por um
desastre no Rio de Janeiro.
O comunicante era sobrinho de D. Joaquina Porphira
Rodrigues Jardim.
Quando nos preparávamos para as despedidas, aproximou-se o
desembargador Maximiano e disse:
- “Zé, como é que eu fico agora?”
Tornou-se um grande adepto da Doutrina.
No dia seguinte, às 9 horas, fomos a Goiás. Antes, porém,
na minha casa, falou-me que iríamos para uma outra missão.
Nessa data havia desencarnado o Dr. Lincoln Caiado de
Castro, primo de
Consuelo. Fomos à casa da viúva, Sra. Comary Caiado de
Castro. Lá Chico observou varias entidades desencarnadas há anos, que levavam
seu preito naquele momento.
Acompanhamos o enterro e voltamos a Goiânia. Foi quando
percebi qual era a outra missão.
Depois tivemos outro encontro em Uberaba, quando recebeu a
mensagem de Francisco Perillo Júnior, velho farmacêutico e Senador Estadual,
que aqui residia. Isto foi em 28.6.1975, em sua própria residência.
Depois dessa terceira mensagem, programei ir a Goiás com
minha senhora, mas algo dizia que deveríamos ir a Uberaba e assim fizemos.
No hotel disse à Lucy: você vai receber uma mensagem de
seu pai, trazia dentro de mim uma certeza muito grande. Mas Lucy respondeu
negativamente, achando que não merecia essa dádiva.
Já descansados da viagem, fomos à reunião no Grupo
Espírita da Prece, isto na manhã do sábado, 13.12.1975.
Chegou-nos, felizmente, a mensagem de meu sogro, trazendo
pontos que só eu e Lucy conhecíamos.
Após todos esse contatos, passamos a levar uma vida
completamente diferente.
Estamos hoje empenhados para levar avante a Instituição “LAR DA FRATERNIDADE”, aliás lembrança do Chico Xavier e, graças a Deus, já
registramos o Estatuto, tendo a obra sido reconhecida pelo executivo desta
cidade como Entidade de Utilidade Pública. Pretendemos muito em breve iniciar
as atividades lá.
Dentro de tudo que acabamos de levar aos leitores amigos e
pacientes, tivemos ainda vários encontros e manutenção de correspondência onde
cada vez mais nos afinam os sentimentos.
Com tudo isso, podemos perceber que o Chico para nós
representa, dentro da semeadura do trabalho cristão, um elemento ímpar a nos
impulsionar na exemplificação do Evangelho de Jesus.
Tenho-o como um grande amigo e respeitoso no meu ambiente
familiar,
presenteando-nos seu coração em matéria e espírito.
José Henrique da Veiga Jardim
Livro: Amor e Luz
Chico
Xavier/Espíritos Diversos
Francisco Rebouças