Solidarity Spiritist Societ

domingo, 14 de abril de 2013

O GRANDE FUTURO


       “Mas agora o meu reino não é da­qui” — Jesus. (JOÃO, CAPÍTULO 18, VERSÍCULO 36.)

Desde os primórdios do Cristianismo, observa­mos aprendizes que se retiram deliberadamente do mundo, alegando que o Reino do Senhor não per­tence à Terra.

Ajoelham-se, por tempo indeterminado, nas casas de adoração, e acreditam efetuar na fuga a realiza­ção da santidade.

Muitos cruzam os braços à frente dos serviços de regeneração e, quando interrogados, expressam revolta pelos quadros chocantes que a experiência terrena lhes oferece, reportando-se ao Cristo, diante de Pilatos, quando o Mestre asseverou que o seu reino ainda não se instalara nos círculos da luta humana.

No entanto, é justo ponderar que o Cristo não deserdou o planeta. A palavra dEle não afiançou a negação absoluta da felicidade celeste para a Terra, mas apenas definiu a paisagem então existente, sem esquecer a esperança no porvir.

O Mestre esclareceu: — “Mas agora o meu reino não é daqui.”

Semelhante afirmativa revela-lhe a confiança.

Jesus, portanto, não pode endossar a falsa ati­tude dos operários em desalento, tão-só porque a sombra se fez mais densa em torno de problemas transitórios ou porque as feridas humanas se fazem, por vezes, mais dolorosas. Tais ocorrências, muita vez, obedecem a pura ilusão visual.

A atividade divina jamais cessa e justamente no quadro da luta benéfica é que o discípulo insculpirá a própria vitória.
Não nos cabe, pois, a deserção pela atitude con­templativa e, sim, avançar, confiantemente, para o grande futuro.

Livro: Pão Nosso
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças