Os emissários Celestes,
através da doutrina Espírita nos informam que a caridade, é a chave que nos
permite penetrar no o “Céu”.
Para tanto, necessário se
torna não nos esquecermos de que a boa vontade é o impulso inicial para a
aquisição dessa sublime virtude, assim como para a construção, o alicerce é o
começo de uma obra segura.
Se depararmo-nos com um
companheiro assediado pelos efeitos da cólera, e não tivermos a necessária boa
vontade para ofertar-lhe o recurso de nossa paciência, indiscutivelmente
estarmos sujeitos a lamentáveis conflitos.
Se formos surpreendidos
pelos danos funestos do desânimo e não dispusermos de suficiente boa vontade
para resistir a seus efeitos, estaremos nos entregando à inutilidade danosa.
Se a maldade do
companheiro invigilante nos alcança e persegue, se não exercitarmos a boa
vontade da desculpa e da compreensão para com ele, estaremos propícios a
lamentáveis movimentos de reação com resultados imprevisíveis.
Se o nosso trabalho nos exige
sacrifícios em sua execução, e não dispusermos da boa vontade e da renúncia,
provavelmente o atraso e a impaciência nos levarão ao desgaste físico e
emocional desnecessário.
Se o insulto de lábios irritadiços
nos surpreenderem no curso do dia, e não praticarmos a boa vontade do silêncio
oportuno, certamente cairemos nas armadilhas da impaciência e da desesperação.
Se a vida nos oportuniza a
bênção da prova como forma de realizarmos nossa redenção perante as Soberanas
Leis Divinas que regem os destinos das criaturas na terra, se não tivermos a boa
vontade, da conformação e do enfrentamento, estaremos atrasando indefinidamente
nossa estada na brutalidade da própria ignorância retardando a vitória sobre
nossa inferioridade moral.
De todos os males que
escravizam nossas almas, na Terra, é inegável que a ignorância e a má vontade
seguem na frente.
Por essa razão, torna-se urgente
nossa decisão por empregar todos os recursos possíveis ao nosso alcance para
extingui-los de nosso Espírito. Para isso, a coragem de trabalhar, amar e
servir, auxiliando-nos mutuamente semeando o bem em nossos caminhos, torna-se imprescindível
e inadiável, priorizar a realização da caridade que é o nosso Anjo Renovador, e para vivenciá-la, a
boa vontade é ingrediente indispensável.
Francisco Rebouças