“Tomai sobre
vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e
encontrareis descanso para as vossas almas.” — Jesus. (MATEUS, CAPÍTULO 11, VERSÍCULO 29.)
Dirigiu-se Jesus à multidão dos aflitos
e desalentados proclamando o divino propósito de aliviá-los.
— “Vinde a mim! — clamou o Mestre —
tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei comigo, que sou manso e humilde de
coração!”
Seu apelo amoroso vibra no mundo,
através de todos os séculos do Cristianismo.
Compacta é a turba de desesperados e
oprimidos da Terra, não obstante o amorável convite.
É que o
Mestre no “Vinde a mim!” espera naturalmente que as almas inquietas e tristes
o procurem para a aquisição do ensinamento divino. Mas nem todos os aflitos
pretendem renunciar ao objeto de suas desesperações e nem todos os tristes
querem fugir à sombra para o encontro com a luz.
A maioria dos
desalentados chega a tentar a satisfação de caprichos criminosos com a proteção
de Jesus, emitindo rogatívas estranhas.
Entretanto, quando
os sofredores se dirigirem sinceramente ao Cristo, hão de ouvi-lo, no silêncio
do santuário interior, concitando-lhes o espírito a desprezar as disputas
reprováveis do campo inferior.
Onde estão os
aflitos da Terra que pretendem trocar o cativeiro das próprias paixões pelo
jugo suave de Jesus-Cristo?
Para esses foram pronunciadas as santas palavras
“Vinde a mim!”, reservando-lhes o Evangelho poderosa luz para a renovação
indispensável.
Livro: Pão Nosso
Chico Xavier/Emmanuel
Francisco Rebouças