Ouço, muitas vezes, comentários de
companheiros espíritas preocupados sobre a melhor maneira de receber em nossas
instituições os irmãos de outras correntes religiosas, que nos procuram para
uma ajuda, por variados motivos.
Chegando alguns a tal ponto de afirmarem
que não somos fraternos quando os recebemos e lhes oferecemos os nossos
recursos de ajuda à luz dos ensinamentos da doutrina espírita.
Segundo esses confrades, os
aborreceremos com nossas convicções religiosas, a final, alegam eles: são
católico, protestantes, etc., e não devem ser importunados com nossas práticas
normais de uma casa espírita, tais como, preces iniciais, esclarecimento
segundo a visão espírita, passes etc., pois, procedendo assim, estaríamos obrigando
os irmãos que lá chegam a ter que ouvir e participar de algo que eles não estão
acostumados, não acreditam ou até mesmo combatem.
É caso de perguntarmos a esses
companheiros: foram eles obrigados a nos procurarem por insistência nossa, ou
foram até lá espontaneamente em busca de ajuda? se, foram por livre vontade, nada mais justo que lá recebam o que
lá é fornecido, ou seja Doutrina Espírita sim senhor! e a doutrina espírita
que nos ensina a respeitar os nossos irmãos de outras correntes religiosas,
também nos ensina que não ponhamos a
candeia em baixo do alqueire, isto é como nos ensinou o Mestre de Nazaré, deveremos
espalhar a sua mensagem de amor que levará aos cegos segundo o espírito, a luz
da verdade esclarecedora que nos ajuda a libertar de nossos atavismos ampliando
a nossa atual visão tão mesquinha.
Não vamos à praça pública arrebanhar
neófitos para o nosso movimento espírita, não tentamos colocar à força os
preceitos de nossa doutrina na cabeça de quem não o deseje, como muitos irmãos
de outras religiões agem com nós espíritas sem nos respeitar o direito de
sermos o que quisermos, conforme nos assegura a constituição máxima de nosso
país, chegando o desrespeito a tal ponto de nos dizerem que nos converterão em
no máximo metade de uma hora, como se nossa convicção de seguir a doutrina
espírita fosse algo tão frágil, tão pueril.
Aquele que procura a casa espírita precisa
ouvir falar exatamente de espiritismo, para ser esclarecido quanto a visão da
vida espiritual, da reencarnação, da comunicação com aqueles que nos precederam
no retorno a nossa verdadeira pátria, que a vida pulsa incessantemente em ambos
os planos da vida, que não somos vítimas de um Deus que nos pune, que nosso Pai
é antes de tudo de amor e bondade, que ninguém jamais sai da vida.
Quando assim não procedemos, de
acordo com os postulados espíritas, estamos oferecendo aos detratores da
doutrina espírita oportunidades para aqueles que não querem o seu crescimento, para
agirem de maneira irresponsável, como a que presenciei na televisão quando uma
seguidora de outra corrente religiosa disse ao seu pastor: vou ao centro
espírita e lá recebo sempre minha bolsa de gêneros alimentícios, sem participar
de suas atividades, pois eles sabem que não acredito em nada do que lá dizem.
O pastor, então, a esclareceu, minha
irmã eles não a fazem participar das atividades deles simplesmente porque sabem
que o que fazem é errado e mais, sabem que você é cristã, segue a palavra de
Deus, e sentem-se envergonhados de falarem algo ao povo de Deus, aleluia,
aleluia...
Por estas e outras irmãos e amigos,
vamos divulgar a doutrina Espírita, seus ensinamentos, para que aqueles que nos
procurarem possam sair de nossas casas com a semente desta abençoada doutrina e
que com o passar do tempo ela possa se transformar em uma árvore frondosa,
servindo de abrigo para outros tantos incautos e ignorantes da verdade
esclarecedora e amorosa.
Que doravante, façamos uso do
direito de estarmos em nosso ambiente religioso, e divulguemos com prazer,
convicção e seriedade, os preceitos espíritas para todos que em nossas
instituições espíritas forem em busca de ajuda, pois na verdade não é só do
alimento material que precisam é principalmente do pão espiritual que se fazem
carentes, como o próprio mestre de todos nós Jesus de Nazaré nos afirmou quando
disse: “Quem comer do meu pão jamais terá fome”.