Solidarity Spiritist Societ

sábado, 30 de março de 2013

O que podemos oferecer aos que chegam


Ouço, muitas vezes, comentários de companheiros espíritas preocupados sobre a melhor maneira de receber em nossas instituições os irmãos de outras correntes religiosas, que nos procuram para uma ajuda, por variados motivos.

Chegando alguns a tal ponto de afirmarem que não somos fraternos quando os recebemos e lhes oferecemos os nossos recursos de ajuda à luz dos ensinamentos da doutrina espírita.

Segundo esses confrades, os aborreceremos com nossas convicções religiosas, a final, alegam eles: são católico, protestantes, etc., e não devem ser importunados com nossas práticas normais de uma casa espírita, tais como, preces iniciais, esclarecimento segundo a visão espírita, passes etc., pois, procedendo assim, estaríamos obrigando os irmãos que lá chegam a ter que ouvir e participar de algo que eles não estão acostumados, não acreditam ou até mesmo combatem.

É caso de perguntarmos a esses companheiros: foram eles obrigados a nos procurarem por insistência nossa, ou foram até lá espontaneamente em busca de ajuda? se, foram por livre  vontade, nada mais justo que lá recebam o que lá é fornecido, ou seja Doutrina Espírita sim senhor! e a doutrina espírita que nos ensina a respeitar os nossos irmãos de outras correntes religiosas, também nos ensina que não ponhamos  a candeia em baixo do alqueire, isto é como nos ensinou o Mestre de Nazaré, deveremos espalhar a sua mensagem de amor que levará aos cegos segundo o espírito, a luz da verdade esclarecedora que nos ajuda a libertar de nossos atavismos ampliando a nossa atual visão tão mesquinha.

Não vamos à praça pública arrebanhar neófitos para o nosso movimento espírita, não tentamos colocar à força os preceitos de nossa doutrina na cabeça de quem não o deseje, como muitos irmãos de outras religiões agem com nós espíritas sem nos respeitar o direito de sermos o que quisermos, conforme nos assegura a constituição máxima de nosso país, chegando o desrespeito a tal ponto de nos dizerem que nos converterão em no máximo metade de uma hora, como se nossa convicção de seguir a doutrina espírita fosse algo tão frágil, tão pueril.

Aquele que procura a casa espírita precisa ouvir falar exatamente de espiritismo, para ser esclarecido quanto a visão da vida espiritual, da reencarnação, da comunicação com aqueles que nos precederam no retorno a nossa verdadeira pátria, que a vida pulsa incessantemente em ambos os planos da vida, que não somos vítimas de um Deus que nos pune, que nosso Pai é antes de tudo de amor e bondade, que ninguém jamais sai da vida.

Quando assim não procedemos, de acordo com os postulados espíritas, estamos oferecendo aos detratores da doutrina espírita oportunidades para aqueles que não querem o seu crescimento, para agirem de maneira irresponsável, como a que presenciei na televisão quando uma seguidora de outra corrente religiosa disse ao seu pastor: vou ao centro espírita e lá recebo sempre minha bolsa de gêneros alimentícios, sem participar de suas atividades, pois eles sabem que não acredito em nada do que lá dizem.

O pastor, então, a esclareceu, minha irmã eles não a fazem participar das atividades deles simplesmente porque sabem que o que fazem é errado e mais, sabem que você é cristã, segue a palavra de Deus, e sentem-se envergonhados de falarem algo ao povo de Deus, aleluia, aleluia...

Por estas e outras irmãos e amigos, vamos divulgar a doutrina Espírita, seus ensinamentos, para que aqueles que nos procurarem possam sair de nossas casas com a semente desta abençoada doutrina e que com o passar do tempo ela possa se transformar em uma árvore frondosa, servindo de abrigo para outros tantos incautos e ignorantes da verdade esclarecedora e amorosa.

Que doravante, façamos uso do direito de estarmos em nosso ambiente religioso, e divulguemos com prazer, convicção e seriedade, os preceitos espíritas para todos que em nossas instituições espíritas forem em busca de ajuda, pois na verdade não é só do alimento material que precisam é principalmente do pão espiritual que se fazem carentes, como o próprio mestre de todos nós Jesus de Nazaré nos afirmou quando disse: “Quem comer do meu pão jamais terá fome”.

                           
Francisco Rebouças.