É inevitável ser vítima da calúnia,
que faz parte do orçamento moral de muitas pessoas, a fim de ser apresentada no
mercado da leviandade humana.
Muitos se comprazem em urdi-la e
desferi-la, por inveja, ciúme ou, simplesmente, por doença moral.
Outros se encarregam de divulgá-la, alegrando-se
em fazê-lo, porque também atormentados.
Não sintonizes com aqueles que vivem
nessa faixa.
Igualmente não te permitas atingir
pelas farpas caluniosas que te arrojam.
Vive de tal forma, que o caluniador
fique desmoralizado por falta de provas.
Cada dia é lição que se transforma em
vida, ao longo do teu caminho eterno.
Diariamente surgem episódios de calúnia,
intentando alcançar alguém.
Assim, perdoa o caluniador.
Ele não fugirá de si mesmo.
Contam que uma caluniadora buscou o
seu confessor e narrou, arrependida, a sua insensatez.
Pedindo a absolvição para o triste
delito, perguntou ao ouvinte atento qual era a sua penitência.
Aquele reflexionou e pediu-lhe que
fosse ao lar e trouxesse uma almofada de plumas, subisse à torre da igreja e
dali as espalhasse ao vento com máximo cuidado, e, após, viesse receber a
competente liberação.
Tão logo terminou de fazê-lo, a
confessa retornou e perguntou:
– E agora?
– Volta lá – respondeu o sacerdote –
recolhe todas as plumas e refaze a almofada.
A calúnia são plumas ao vento que vão
sempre adiante para a amargura do caluniador.
Livro:
Episódios Diários
Divaldo
Franco/Joanna de Ângelis