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sábado, 23 de fevereiro de 2013

LINDOS CASOS DE CHICO XAVIER

  
                                    O HINO DO REPOUSO

Na noite de 10 de março de 1949, D. Maria Pena Xavier, uma das cunhadas do Chico, entrou em longa e comovedora agonia, depois de persistente enfermidade.

        O Médium, acompanhado de vários familiares, entra em oração. E o Chico vê o quarto humilde povoar-se de numerosas crianças desencarnadas.

E elas cantam delicado hino, como que embalando a enferma a desencarnar.

O Médium roga a um dos Espíritos Amigos presentes que lhe dê, por generosidade, a letra do hino e o Amigo dita, verso a verso.

Em breves momentos, a composição, abaixo transcrita, está perfeita no papel em que o Médium está escrevendo o que ouve:

                                                HINO DO REPOUSO

Rasgaram-se os véus da noite...

Novo dia resplandece.

Viajor, descansa em prece

Ao lado da própria cruz.

No firmamento dourado

Rebrilha a aurora divina,

Porque a morte descortina

Vida nova com Jesus.


Esquece a aflição do mundo!

No seio da crença, olvida

Todas as sombras da vida,

Todo sonho enganador.

Sob a bênção da alegria,

És a andorinha celeste

Na esperança que te veste,

Voltando ao ninho de amor.
 

Repete, agora, conosco:

“Bendita a dor santa e pura

Que me deu tanta amargura

E tanta consolação”.

E orando, em paz, no repouso,

De alma robusta e contente,

Agradece alegremente

A própria libertação.
 

Descansa! que além da sombra,

Outra alvorada te espera!

Abençoa a nova esfera

A que o Senhor nos conduz.

Dilatarás, muito em breve,

Todo o júbilo que vazas,

Desdobrando as próprias asas

No Reino da eterna Luz! 

Decorridos instantes, D. Maria desencarnou e até hoje não se sabe a autoria do belo hino cantado pelos Espíritos Amigos junto à humilde viúva, em seu leito de morte.

Esta linda página consta do livro “Cartas do Coração”, publicado em benefício das obras do “Centro Espírita Aliança do Divino Pastor”, sediado no Leblon, no Rio.
Livro: Lindos Casos de Chico Xavier
Ramiro Gama

Francisco Rebouças