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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

CALMA E FÉ


Emmanuel

Realmente, não te será possível deter as vítimas da precipitação.

Aqui, é alguém que clama intempestivamente por dias melhores, sem despender qualquer esforço para alicerçá-los.

Ali, é o amigo que desiste da tolerância e se desequilibra no  espinheiral da irritação.

Mais adiante, é o doente exigindo a própria cura em poucas horas,  depois de organizar campo adequado para a longa enfermidade que o aflige.

Com todos esses casos rentearás, inclusive talvez, através de  familiares queridos que se mostrem incursos nesses quadros de intemperança  mental, a se expressarem por estranhas perturbações.

Lembrar-te-ás, porém de que a ansiedade negativa, só por si, nunca  serviu a ninguém.

A aflição inútil quase sempre apenas mentaliza alucinações suscetíveis  de piorar quaisquer problemas, já de si mesmos graves e complicados.

Observa os padrões da Natureza.

A árvore não frutesce sem habilitar-se no tempo para isso.

Por mais vocifere um homem reclamando a luz solar direta num hemisfério  em que o relógio aponta a meia-noite, reconhecer-se-á obrigado a esperar  pelo amanhecer.

A lâmpada para fazer-se clarão deve ajustar-se à voltagem a que se  vincula.

E uma criança, por mais prodígios de inteligência dos quais dê  testemunho, somente abraçará determinadas responsabilidades quando o tempo  lhe acrescente madureza ao raciocínio.

Nas provas com que te defrontes, conserva a serenidade da paciência para  que te sobreponhas aos impactos inevitáveis do sofrimento que, na Terra, comparece no caminho de todos.

Age e constrói, abençoa e auxilia sempre para o bem, mas não te esqueças de que se não consegues estabelecer a harmonia e a segurança no  íntimo dos outro, podes claramente guardar a calma e a fé no próprio  coração.


Livro: Amigo
Chico Xavier/Emmanuel
 

Francisco Rebouças