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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Saudade


A saudade no meu peito
         E uma dor chorando em mim,
         Doendo com muito jeito
         Remédio não lhe dá fim.

Saudade! Por defini-la,
          Meu cérebro se incendeia.
          Saudade algema de luz,
          Amor que nos encadeia.

Uma pérola luzente
          Fulgurando em justo brilho
          Eis a lágrima silente
          Que chora a mãe pelo filho.

Saudades de minha mãe...
          Uma tristeza sem fim.
           A lágrima que não cessa
          De verter dentro de mim.

Adeus!... Abanas o lenço
          Na hora da despedida.
          Mas nunca existiu adeus
          Para quem ama na vida.

Felicidade... Em dez letras
          Todo um mundo de ambição.
          Saudade... Em só sete letras
          Tanta dor no coração.

Ninguém diga que a saudade
          Dói menos em quem partiu.
          Lágrima estranha e sentida
          E aquela que ninguém viu.

Casimiro Cunha

Francisco Rebouças