1 - Somente
os Espíritos Superiores cumprem missões?
Missionário
é aquele que se incumbe de determinada tarefa, o que todos podemos fazer, a
partir da missão fundamental, inadiável: trabalhar em favor de nossa edificação
espiritual.
2 - Como
entender, nesse contexto, a afirmativa de Jesus: ‘Muitos os chamados, mas
poucos os escolhidos”?
Deus não
tem preferências. Todos somos convocados à gloriosa missão de edificar um mundo
melhor, o Reino Divino. São escolhidos os que se dispõem a servir. Dentre
estes, que se contam nos dedos, os maiores, como ensinava o Mestre, serão os
que mais servirem.
3
- Como fica um policial que, no cumprimento de sua missão de preservar a ordem,
envolve-se num tiroteio e mata um criminoso?
Houve a
intenção de matar? Prazer em eliminar o bandido? Sadismo? Crueldade? Ou foi
legítima defesa, sem intenção homicida? Sua responsabilidade estará subordinada
às suas motivações. É um assunto entre ele e a Justiça Divina.
4 - Qual a
missão de uma pessoa que não se casou, que não tem filhos, nem família, nem
amigos, nem ninguém, vivendo Isolada?
Saulo de
Tarso atravessou essa contingência quando se converteu ao Cristianismo. Amigos
e familiares o abandonaram, situando-o por traidor de Moisés. Os cristãos o
evitavam, duvidando de sua sinceridade. Superou-a resoluto, com os valores de
uma dedicação sem limites à causa evangélica, transformando-se no grande arauto
do Cristianismo. Quase sempre, entretanto, semelhante situação decorre de
tendência e não de contingência, sob inspiração de impulsos egocêntricos. A
grande missão que compete ao indivíduo, neste caso, é a de romper o isolamento
com o exercício da fraternidade.
É preciso
definir se prestamos benefícios espontaneamente às pessoas de nossa convivência
ou se os comercializamos, esperando pagamentos de gratidão e consideração.
Neste caso nunca nos sentiremos devidamente remunerados. O ato de servir tem
sua própria compensação, oferecendo-nos bênçãos inefáveis, sem necessidade de
cobranças que distanciam os beneficiários de nossa dedicação.
Basta
consultar a própria consciência, definindo se estamos satisfeitos com nossa
vida, com o que fazemos, com nosso comportamento.
Fiquem
tranqüilos. Não houve fracasso. A semeadura foi feita. Germinará no tempo
oportuno, quando a vida impuser aos filhos a cobrança de seus desatinos.
8 - Uma
jovem solteira tem um bebê e o entrega para adoção. Foi intermediária de uma
família que deveria receber esse Espírito como filho adotivo ou simplesmente
refugou a missão da maternidade?
Assim como há a chamada “barriga de aluguel”,
mulheres que se dispõem a acolher em seu ventre óvulo alheio, diríamos que há a
“madre de transição”, que possibilita a vinda, por vias indiretas, de um
Espírito ligado a determinado agrupamento familiar. Quanto à responsabilidade
da jovem mãe, depende de suas motivações. Entregou o filho porque se sentia sem
condições para cuidar dele ou por que não queria compromisso? De qualquer forma
a experiência repercutirá em sua consciência, em favor de seu amadurecimento
espiritual.
Richard Simonetti
Francisco Rebouças