Solidarity Spiritist Societ

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

CONDIÇÃO COMUM


 
       “Imediatamente, o pai do menino, clamando com lágrimas, disse: Eu creio, Senhor! ajuda a minha incre­dulidade.” (MARCOS, CAPÍTULO 9, VERSÍCULO 24.)

Aquele homem da multidão, em se aproximando de Jesus com o filho enfermo, constitui expressão representativa do espírito comum da humanidade terrestre.

Os círculos religiosos comentam excessivamente a fé em Deus, todavia, nos instantes da tempestade, são escassos os devotos que permanecem firmes na confiança.

Revelam-se as massas muito atentas aos cerimo­niais do culto exterior, participam das edificações alusivas à crença, contudo, ante as dificuldades do escândalo, quase toda gente resvala no despenha­deiro das acusações recíprocas.

Se falha um missionário, verifica-se a debandada. A comunidade dos crentes pousa os olhos nos ho­mens falíveis, cegos às finalidades ou indiferentes às instituições. Em tal movimento de insegurança espi­ritual, sem paradoxo, as criaturas humanas crêem e descrêem, confiando hoje e desfalecendo amanhã.

Somos defrontados, ainda, pelo regime de incer­teza de espíritos infantis que mal começam a con­ceber noções de responsabilidade.

Felizes, pois, aqueles que, à maneira do pai necessitado, se acercarem do Cristo, confessando a precariedade da posição Intima. Assim, em afirmando a crença com a boca, pedirão, ao mesmo tempo, ajuda para a sua falta de fé, atestando com lágrimas a pró­pria miserabilidade.
 
Livro: Pão Nosso
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças