Explicando-se, com singeleza e
segurança, pelo lápis do Chico, na noite de 16 de dezembro de 1948, assim se
expressou Casimiro Cunha sobre o culto doméstico do Evangelho:
CULTO
DOMÉSTICO
Quando o culto do Evangelho
Brilha no centro do Lar,
A luta de cada dia
Começa a santificar.
Onde a língua tresloucada
Dilacera e calunia,
Brotam flores luminosas
De sacrossanta alegria.
No lugar em que a mentira
Faz guerra de incompreensão,
A verdade estabelece
O império do
Amor cristão.
Onde a ira ruge e morde,
Qual rude e invisível lera,
Surge o silêncio amoroso
Que entende, respeita e espera,
A mente dos aprendizes,
Bebe luz em pleno ar,
Todos disputam contentes,
A glória do verbo dar.
A bênção do culto aberto
Na Divina diretriz,
Conversa Jesus com todos
E a casa vive feliz.
Quem traz consigo a alegria
Combatendo a treva e o mal,
Encontra a porta sublime
Do Reino Celestial.
CASIMIRO CUNHA
Livro: Lindos Casos de Chico Xavier
Ramiro Gama
Francisco Reboucas