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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

EM FAMÍLIA


       “Aprendam primeiro a exercer piedade para com a sua própria fa­mília e a recompensar seus pais, por­que isto é bom e agradável diante de Deus.” — Paulo. (1ª EPÍSTOLA A TIMÓTEO, CAPÍTULO 5, VERSÍCULO 4.) 

A luta em família é problema fundamental da redenção do homem na Terra. Como seremos ben­feitores de cem ou mil pessoas, se ainda não apren­demos a servir cinco ou dez criaturas? Esta é inda­gação lógica que se estende a todos os discípulos sinceros do Cristianismo.

Bom pregador e mau servidor são dois títulos que se não coadunam.

O apóstolo aconselha o exercício da piedade no centro das atividades domésticas, entretanto, não alude à piedade que chora sem coragem ante os enigmas aflitivos, mas àquela que conhece as zonas nevrálgicas da casa e se esforça por eliminá-las, aguardando a decisão divina a seu tempo.

Conhecemos numerosos irmãos que se sentem sozinhos, espiritualmente, entre os que se lhes agre­garam ao círculo pessoal, através dos laços consan­güíneos, entregando-se, por isso, a lamentável de­sânimo.

É imprescindível, contudo, examinar a transito­riedade das ligações corpóreas, ponderando que não existem uniões casuais no lar terreno. Preponderam aí, por enquanto, as provas salvadoras ou regenera­tivas. Ninguém despreze, portanto, esse campo sa­grado de serviço por mais se sinta acabrunhado na incompreensão. Constituiria falta grave esquecer-lhe as infinitas possibilidades de trabalho iluminativo.

É impossível auxiliar o mundo, quando ainda não conseguimos ser úteis nem mesmo a uma casa pe­quena — aquela em que a Vontade do Pai nos situou, a título precário.
Antes da grande projeção pessoal na obra coleti­va, aprenda o discípulo a cooperar, em favor dos fami­liares, no dia de hoje, convicto de que semelhante esforço representa realização essencial.

Livro: Pão Nosso
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças