Desde o advento da Boa Nova, temos conhecimento das consoladoras e esclarecedoras mensagens de Jesus estimulando-nos às necessárias modificações de pensamentos e ações, tirando-nos do anestesiante estado de convencionalismo em que sempre nos movimentamos e nos impulsionando rumo às luminosas aquisições das virtudes divinas que trazemos ínsitas em nosso ser imortal, capazes de nos levar ao glorioso e supremo estado de pureza espiritual.
Desde a manjedoura, já nos dava exemplo de simplicidade; no Templo, mostra a gloriosa missão de que estava investido, desentorpecendo o ânimo dos doutores da Lei; nas Bodas de Caná, transforma água em vinho e faz aqueles que o observavam meditarem em seus ‘poderes’ desconhecidos; no Monte, multiplica pães e peixes e mata a fome da multidão, dando testemunho de que era diferente; no Poço de Jacob, pede água à mulher Samaritana, e lhe faz sentir a falta da água viva que satisfaz a sede do espírito; nas estradas por onde passa reergue paralíticos, loucos, leprosos, indicando-lhes novos rumos à jornada terrestre; em Betânia, ante o espanto de todos ressuscita Lázaro seu amigo “morto”, para que a ideia de imortalidade vibre no santuário familiar; no caminho de Emaús, refaz a coragem e a confiança de dois apóstolos conturbados pelo desalento; no Horto, acorda para as responsabilidades os discípulos adormecidos; e, no momento de seu testemunho maior, diante da crucificação, entrega-se de coração com fé e confiança no Pai Supremo, em dolorosa mas, sincera atitude de amor por seus irmãos, para que os seguidores de seu evangelho aprendam que é preciso o trabalho e o testemunho de cada um, na transformação individual e coletiva, para que o Reino de Deus se estabeleça no coração dos homens e consequentemente na sociedade.
E, mais tarde, ressurge materializado nas repetidas reuniões em Jerusalém entre os aprendizes, revelando nas chagas examinadas por Tomé, a comprovação do que lhes tinha falado sobre a continuidade de seu ministério de amor e trabalho, instigando-lhes o desejo do aperfeiçoamento através da renúncia e da ação no bem, amando e construindo um mundo melhor rumo à perfeição, relembrando um de seus muitos ensinamentos: “Meu Pai trabalha até hoje e eu trabalho também”.¹
Assim, se procuramos verdadeiramente a companhia do Cristo, necessário se faz acordar para as verdades que ele nos exemplificou, na simplicidade do servir e seguir, por que só ele é o Caminho a Verdade e a Vida, e ninguém vai ao Pai senão por ele.
1 – João, 5:17.
Sufra