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domingo, 16 de setembro de 2012

JESUS, O DOADOR DE PAZ


Muitos foram os audaciosos conquistadores que se apresentaram como defensores da paz na Terra, entre outros: Ramsés II, Sardanapalo, Dario I, Alexandre Magno, Aníbal, todos desfilaram, usando opressão, veneno e punhal, diziam-se missionários do progresso e da concórdia, quando mais não eram que tiranos da evolução, enfeitados de preciosidades materiais, e sedentos de sangue e de poder.

Jesus, porém, o verdadeiro e único Príncipe da Paz, que nascera na manjedoura, esteve entre os homens, sem distintivos e sem palácios, sem ouro e sem títulos que os distinguissem. Seu reinado foi a revelação do amor entre os simples, suas ferramentas de trabalho foram em todos os dias, a bondade e o perdão.

Recebeu como salário a ingratidão e a indiferença de todos, e mesmo condenado à cruz do sacrifício, não encontrou em seu coração motivos para revolta, e ainda rogou ao Pai pelo perdão à multidão desvairada mostrando-nos que somente no trabalho pelo bem de todos é que poderemos atingir a senda luminosa do Reino de Deus.

Passados vinte e um séculos de sua estada por nosso planeta, ao recordarmos suas lições de suprema renúncia, buscamos seguir-lhe os passos, e reconhecemos na profundeza de nosso Ser, o quanto ainda estamos distanciados dos salutares exemplos de amor e compreensão de que Ele nos provou ser possuidor.

Nós que já aspiramos vencer a treva e a animalidade em nós mesmos, desejosos de contribuir positivamente com a nossa ínfima, mas necessária parcela de participação efetiva para que a verdadeira paz se estenda sobre a Terra, rogamos sua imprescindível ajuda para que possamos trabalhar com esse objetivo, com dignidade e boa vontade, como verdadeiros discípulos seus que nos dizemos ser.

Francisco Rebouças