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quarta-feira, 25 de julho de 2012

ORAÇÃO



       “Perseverai em oração, velando nela com ação de graças.” — Paulo. (COLOSSENSES, CAPÍTULO 4, VERSÍCULO 2.)

Muitos crentes estimariam movimentar a prece, qual se mobiliza uma vassoura ou um martelo.
Exigem resultados imediatos, por desconhecerem qualquer esforço preparatório. Outros perseveram na oração, mantendo-se, todavia, angustiados e espan­tadiços. Desgastam-se e consomem valiosas energias nas aflições injustificáveis. Enxergam somente a mal­dade e a treva e nunca se dignam examinar o tenro broto da semente divina ou a possibilidade próxima ou remota do bem. Encarceram-se no “lado mau” e perdem, por vezes, uma existência inteira, sem qual­quer propósito de se transferirem para o ‘‘lado bom’’.
Que probabilidade de êxito se reservará ao ne­cessitado que formula uma solicitação em gritaria, com evidentes sintomas de desequilíbrio? O conces­sionário sensato, de início, adiará a solução, aguar­dando, prudente, que a serenidade volte ao pedinte.
A palavra de Paulo é clara, nesse sentido.
É indispensável persistir na oração, velando nes­se trabalho com ação de graças. E forçoso é reco­nhecer que louvar não é apenas pronunciar votos brilhantes. É também alegrar-se em pleno combate pela vitória do bem, agradecendo ao Senhor os mo­tivos de sacrifício e sofrimento, buscando as van­tagens que a adversidade e o trabalho nos trouxeram ao espírito.
Peçamos a Jesus o dom da paz e da alegria, mas não nos esqueçamos de glorificar-lhe os subli­mes desígnios, toda vez que a sua vontade misericor­diosa e justa entra em choque com os nossos pro­pósitos inferiores. E estejamos convencidos de que oração intempestiva, constituída de pensamentos de­sesperados e descabidas exigências, destina-se ao chão renovador qual acontece à flor improdutiva que o vento leva.

Livro: Pão Nosso
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças