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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Estudando o Espiritismo - Obras Póstumas

10 de junho de 1856
(Em casa do Sr. Roustan; médium: Srta. Japhet)

O LIVRO DOS ESPÍRITOS

Pergunta (a Hahnemann) — Pois que dentro em breve teremos acabado a primeira parte do livro, lembrei-me de que, para andarmos mais depressa, eu poderia pedir a B... que me ajudasse, como médium; que achas?

Resposta — Acho que será melhor não te servires dele. — Por quê? — Porque a verdade não pode ser interpretada pela mentira.

P. — Mesmo que o Espírito familiar de B... seja afeito à mentira, isso não obstaria a que um bom Espírito se comunicasse pelo médium, desde que se não evocasse outro Espírito.

R. — Sim, mas aqui o médium secunda o Espírito e, quando o Espírito é velhaco, ele se presta a auxiliá-lo. Aristo, seu intérprete e B... acabarão mal.

NOTA — B..., bem moço, era um médium escrevente muito maleável, mas assistido por um Espírito muito orgulhoso e arrogante, que dava o nome de Aristo e que lhe lisonjeava o amor-próprio.

As previsões de Hahnemann se realizaram. O moço, julgando ter na sua faculdade um meio de enriquecer, já atendendo a consultas médicas, já realizando inventos e descobertas produtivas, somente colheu decepções e mistificações. Passado algum tempo, ninguém mais ouviu falar dele.

Livro: Obras Póstumas -FEB.

Francisco Rebouças