Solidarity Spiritist Societ

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

"O Consolador"

DEVER:
185 – Quais as características de uma boa ação?

– A boa ação é sempre aquela que visa o bem de outrem e de quantos lhe cercam o esforço na vida.

Nesse problema, o critério do bem geral deve ser a essência de qualquer atitude. A melhor ação pode, às vezes, padecer a incompreensão alheia, no instante em que é exteriorizada, mas será sempre vitoriosa, a qualquer tempo, pelo benefício prestado ao indivíduo ou à coletividade.

186 – O “acaso” deve entrar nas cogitações da vida de um espiritista cristão?

– O acaso, propriamente considerado, não pode entrar nas cogitações do sincero discípulo da verdade evangélica.

No capítulo do trabalho e do sofrimento, a sua alma esclarecida conhece a necessidade da própria redenção, com vistas ao passado delituoso e, no que se refere aos desvios e erros do presente, melhor que ninguém, a sua consciência deve saber da intervenção indébita levada a efeito sobre a lei de amor, estabelecida por Deus, cumprindo-lhe aguardar, conscientemente, sem qualquer noção de acaso, os resgates e reparações dolorosas do futuro.

187 – Qual a atitude mental que mais favorecerá o nosso êxito espiritual nos trabalhos do mundo?

– Essa atitude deve ser a que vos é ensinada pela lei divina, na reencarnação em que vos encontrais, isto é, a do esquecimento de todo o mal, para recordar apenas o bem e a sagrada oportunidade de trabalho e edificação, no patrimônio eterno do tempo.

Esquecer o mal é aniquilá-lo e perdoar a quem o pratica é ensinar o amor, conquistando afeições sinceras e preciosas.

Daí a necessidade do perdão, no mundo, para que o incêndio do mal possa ser exterminado, devolvendo-se a paz legítima aos corações.

188 – Como devem proceder os cônjuges para bem cumprir seus deveres?

– O matrimônio, muito frequentemente, na Terra constitui uma prova difícil, mas redentora.

Os cônjuges, desvelados por bem cumprir suas obrigações divinas, devem observar o máximo de atenção, respeito e carinho mútuo, concentrando-se ambos no lar, sempre que haja um perigo ameaçando-lhe a felicidade doméstica, porque na prece e na vigilância espiritual encontrarão sempre as melhores defesas.

No lar, muitas vezes, quando um dos cônjuges se transvia, a tarefa é de luta e lágrimas penosas; porém no sacrifício, toda alma se santifica e se ilumina, transformando-se em modelo no sagrado instituto da família.

Para alcançar a paciência e o heroísmo domésticos, faz-se mister a mais entranhada fé em Deus, tomando-se como espelho divino a exemplificação de Jesus, no seu apostolado de abnegação e de dor, à face da Terra.
 
Livro: O Consolador
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças