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domingo, 22 de janeiro de 2012

CARTA AOS CRENTES NOVOS

Casemiro Cunha

Amigo, chegas agora,
Do mundo de sombra e dor,
Para o banquete sublime
De luz do Consolador.


Já sei que sentes o fogo
Da crença e da devoção,
Desejando desdobrar
O esforço de salvação.


Vibra na paz de tua alma
O desejo superior,
De espalhar em longos jorros
A fonte de teu amor.

Mas, ouve. Acalma a ansiedade,
Porque no mundo infeliz,
Cada qual tem sua chaga
Em vias de cicatriz.


Nesse número de enfermos,
Não te esqueças de contar
Os próprios irmãos do sangue
Que o céu te manda ajudar.


Todo esse fogo da fé
Não desperdices a esmo,
Busca aplicar seu calor
Na perfeição de ti mesmo.


Tão grande é o penoso esforço
Da última redenção,
Que não basta uma só vida
Pela própria conversão.


Acham muitos que a doutrina
Para ensinar ou vencer,
Precisa de certos homens
Do galarins do poder.


Mas, eu suponho o contrário.
Em seu anseio de luz,
O homem é que precisa
Da doutrina de Jesus.


Em se tratando de crenças,
Nunca venhas a olvidar
Que o Sol nunca precisou
Dos homens para brilhar.


Fala pouco. Pensa muito.
Sobretudo, faze o bem.
A palavra sem a ação
Não esclarece a ninguém.


Não guardes muita ansiedade
Se o Evangelho te conduz.
Lembra que dura há milênios
A esperança de Jesus.

Livro: Cartas do Evangelho
Chico Xavier/Casemiro Cunha

Francisco Rebouas