Cede o sorriso bondoso,
Agindo naquilo ou nisso.
O prazer de trabalhar
É luz e paz no serviço.
A mão que furta a esperança,
Mesmo nalma grande e forte,
É garra de crueldade
Que apressa o tacão da morte.
Quem acolhe adulação,
Nascida seja onde for,
Traz em si mesmo a peçonha
Que escorre do adulador.
Contra os aleives e agravos
De que a insolência faz vezo,
O remédio será sempre
Perdão, silêncio e desprezo.
De insultos, coices e ofensas
Nunca te percas no enxurro.
O burro, mesmo enfeitado,
Conserva as patas de burro.
Foge a toda irritação,
Sem dúvida e sem disfarce.
A cólera é como o fogo
Que tenta comunicar-se.
O excesso da própria casa
Distribui conciso e certo.
O pão que te sobre à mesa
É fome chorando perto.
Justiça, cultura, apoio
E os bens da própria verdade,
Nunca se mostram completos,
Se lhes falta a caridade.
Aperfeiçoa a ti mesmo
Na ascensão do próprio nível.
Onde o caminho é com Deus,
Toda vitória é possível.
Livro: Paz e Alegria
Chico Xavier/Diversos Espíritos
Francisco Rebouças