Solidarity Spiritist Societ

sábado, 12 de novembro de 2011

EVANGELIZAÇÃO INFANTIL E MEDIUNISMO (*)

39 - Escolas Infantis nos Centros

P – Face o crescimento das Juventudes e Mocidades espíritas, onde cada jovem deve ter sua tarefa de serviço, não seria de bom alvitre que todos os Centros Espíritas organizassem as Escolas de Moral Cristã para as crianças?

R – “A escola de preparação infantil no Evangelho nos Centros Espíritas, é um imposi-tivo, a que não podemos fugir sem grave dano institucional para as nossas edificações dou-trinárias do presente e do futuro”.

40 – Crianças. O que lhes oferecer

P – Como encaramos a crianças dentro do Espiritismo Cristão?

R – “Cada criança que surge é nosso companheiro de luta, na mesma experiência e no mesmo plano, enquanto encarnados, cabendo-nos a obrigação de oferecermos a ele condições melhores que aquelas em que fomos recebidos, a fim de que se constitua nosso continuador sobre a Terra melhor a que retornaremos mais tarde”.

41 – Moços. Estudo do Evangelho

P – Nas reuniões de estudo dos moços, em seus núcleos juvenis-espíritas, haverá algum inconveniente no estudo direto dos textos evangélicos contidos no Novo Testamento?

R – “Não compreendemos Espiritismo Cristão sem Evangelho”.

Sem Cristo, a nossa Doutrina será um soberbo palácio de princípios científicos e filosó-ficos, mas vazio e inerte, sem utilidade para ninguém.

42 – Criança.Formação Cristã

P – É possível a renovação do mundo em que habitamos, além da reforma interior de cada um para o Bem, sem darmos à criança de hoje o embasamento Evangélico?

R – “Sem a renovação espiritual da criatura para o bem, jamais chegaríamos ao nível superior que nos compete alcançar”.

Ajudar a criança, amparando-lhe o desenvolvimento, sob a luz do Cristo, é cooperar na construção da reforma santificante da Humanidade, na direção do mundo redimido de ama-nhã .

43 – Sessões Mediúnicas e Escolas Infantis

P – À vista do conceito de que “a criança é o futuro”, estará sendo eficiente, como coo-peradora de Jesus, a diretoria de Centro Espírita que só se aplica com sessões mediúnicas?

R – “Há Centros de nosso ideal espírita cristão que naturalmente funcionam à maneira de pronto-socorro para os sofrimentos morais que envolvem encarnados e desencarnados e, quanto a isso, será sempre de bom alvitre ponderar a especialização de cada agrupamento de companheiros da caridade e da luz”.

Entretanto, ainda que não seja de solução imediata o problema infantil nos conjuntos que atendem a finalidade a que nos referimos, o assunto não deve ser considerado indevas-sável ou inútil, a fim de que a escola de formação evangélica da criança se materialize, junto deles, tão logo se ofereça a necessária oportunidade “.

44 – Crianças, Responsabilidades dos Pais

P – Existem responsabilidades para os pais espíritas que se descuram de encaminhamen-to de suas crianças no entendimento do Espiritismo com Jesus?

R – “Os pais são educadores responsáveis e, por isso mesmo, a primeira escola de cada criatura é o lar em que nasceu”.

Os dirigentes espíritas do santuário doméstico são convocados a grandes deveres junto dos filhos que recebem, de vez que são detentores de mais amplos conhecimentos de subli-mação espiritual diante das Leis Divinas.

Em razão disso, precisamos considerar em Doutrina que acima dos maiores delinqüen-tes permanecem os pais levianos e voluntariamente irresponsáveis.

45 – Caridade e Autodefesa

P – Diante da necessidade de assistência direta a um irmão em Humanidade, portador de uma moléstia contagiosa, como a tuberculose, a lepra, etc., como devemos proceder?

R – “Evitar o abuso é dever, mas acima de quaisquer impulsos de autodefesa em nossa vida, prevalece a caridade, com o seu mandato de amor, sacrifício e luz”.

Cremos que a higiene não deve funcionar em vão, por isso mesmo, não vemos qualquer motivo de ausência do nosso esforço fraterno, junto dos irmãos enfermos, a pretexto de pre-servarmos a nossa saúde, de vez que, também, de nós mesmos, temos ainda pesados débitos para resgatar.

46 – Reencarnação. Seleção de Valores Novos

P – Já está havendo intensificação no selecionamento de espíritos para reencarnação, nestes últimos tempos, dadas as freqüentes demonstrações de precocidade?

R – “A intensificação no trabalho seletivo de valores novos para o mundo regenerado de manhã, na esfera da reencarnação, vem sendo levada a efeito de modo gradativo pela Espiri-tualidade Superior”.

47 – Mediunismo e Educação da Criança

P – Seria de melhor proveito para os Centros Espíritas o se dedicarem mais à elucidação das crianças, embora diminuindo trabalhos de mediunismo?

R – “A assistência à mente infanto-juvenil, no campo do Espiritismo Cristão é serviço básico de que não deveríamos descurar”.

A educação é obra de tempo, esforço e paciência, e sem que nos voltemos para a se-menteira com a dedicação precisa, não alcançaremos a colheita valiosa.

Repetimos que a criança é o futuro, com a preocupação de que os princípios do bem ou do mal que inocularmos na formação do mundo infantil são vantagens ou desvantagens para nós mesmos, uma vez que o porvir nos espera, de modo geral, em novas existências.

Cremos, assim, que se necessário, a reeducação dos trabalhos do mediunismo, é medi-da de importância fundamental nas instituições do Espiritismo Evangélico, favorecendo-se maior expansão da obra de socorro espiritual à criança, na execução dos nossos programas doutrinários.

P – Será um mal explicar à criança as finalidades do mediunismo?

R – “O conhecimento, em qualquer de suas modalidades, deve ser dosado na distribu-ição que lhe diga respeito”.

Dentro das possibilidades de compreensão, em cada classe de aprendizes da nossa Consoladora Doutrina, os ensinamentos rudimentares, acerca do mediunismo, são sempre úteis, ressalvando-se, porém, a necessidades de evitar-se o excesso em quaisquer atividades, nesse sentido, para não viciarmos a imaginação infantil com inutilidades ou inconveniências que redundariam em prejuízo ou perda de tempo.

48 – Encarnados e Desencarnados. Posições

P – É de boa orientação os encarnados preocuparem-se mais com os semelhantes do que com os desencarnados, nas sessões práticas, através de estudos metodizados?.

R – “Acreditamos que quando a palavra do Senhor nos induziu ao auxílio do próximo, naturalmente cogitou do” próximo mais próximo de nós “. Admitimos, assim, que sem nos interessarmos fraternalmente pelo progresso e pela iluminação dos nossos semelhantes, quando encarnados, dificilmente seremos amigos reais ou prestimosos companheiros para os nossos irmãos desencarnados”.

P – O conceito de “Espiritismo novo” é o de admitirmos que o campo da Terra nos foi individualmente dedicado e que o “lado de lá” está afeto aos prepostos de Jesus?

R – “Certamente o trabalho geral é de cooperação, permuta e solidariedade, salientando-se, porém, que a maior percentagem de serviço dos encarnados está naturalmente a concen-trada no plano de matéria densa em que se agitam os seu semelhantes””.

49 – Bom Médium é Médium Bom

P – É oportuno o desencadeamento de insistente campanha para a transformação do “bom médium” em “médium bom”?

R – “A transformação do” bom médium “em” médium bom “, é serviço precioso, de vez que não vale atender a simples fenômenos, destinados a convicções da curiosidade respeitá-vel, mas nem sempre construtiva, e sim aproveitar os valores da Doutrina e incorpora-los a nossa própria experiência, a fim de que o próximo seja mais feliz e a vida mais elevada e mais digna, ao redor de nós”.

50 – Desenvolvimento Mediúnico

P – O desenvolvimento da mediunidade se processa mais na corrente mediúnica ou nas ações, palavras e pensamentos de todos os minutos do médium?

R – “O desenvolvimento da sublimação mediúnica permanece na corrente dos pensa-mentos, palavras e atos de medianeiro da vida espiritual, quando ajustado ao ministério de fraternidade e luz que a sua tarefa implica em si mesma”.

51 – Problema da Mediunidade

P – Sendo verdade que o “clima” mental do médium atrai espíritos condizentes, bons ou maus, como agiremos diante dos médiuns que se dizem inconscientes e que dão comunica-ções alternadas e seguidas?

R – “O médium não deve perder de vista a disciplina de si próprio. A ordem é atestado de elevação”.

P – A tese da mediunidade inconsciente estará sendo estudada e observada com consci-ência pela totalidade dos médiuns que se apregoam portadores de tal mediunidade? Cabe-nos significar-lhes nossas dúvidas ou aguardar com o tempo?

R – Na esfera do mediunismo, há realmente incógnitas que só o esforço paciente de nos-sos trabalhos conjugados no tempo conseguirão solucionar.

Incentivemos o estudo e o auxílio, dentro da solidariedade cristã, e, gradativamente, diminuiremos as múltiplas arestas que ainda impedem a nossa sintonia na execução dos ser-viços a que fomos chamados, porquanto, o problema não deve ser examinado unilateralmen-te, reconhecendo-se que o serviço é de nossa responsabilidade coletiva nos círculos doutri-nais.

52 – Esclarecimento Evangélico

P – É verdade que quando nos reunimos para estudos doutrinários e evangélicos os Gui-as espirituais trazem para o ambiente espíritos necessitados de entendimento e, por isso, so-fredores? Eles lucram, mesmo sem dar comunicação?

R – Sim. Uma simples conversação evangélica pode beneficiar vasta fileira de ouvintes invisíveis.

53 – Passes Mediúnicos

P – O passe mediúnico só é possível através de incorporação ou é viável sob influencia-ção do Guia?

R – O passe é transfusão de forças magnéticas de variado teor e pode ser administrado sob a influenciação dos desencarnados, que se devotam à caridade, sem necessidade absoluta de incorporação total na instrumentação mediúnica.

54 – Ensino e Realização

P – A concepção do “ide e pregai” é extensível às atividades do trabalhador que leva aos morros e bairros pobres a ajuda material, entregue com alegria e boas palavras?

R –Com os atos e as palavras que traduzem o ensinamento vivo do Cristo, o “ide e pre-gai” pode ser comparado ao “ide e salvareis”. Conjuguemos o ensino com a realização e esta-remos expressando Jesus para a região em que vivemos.

55 – Aptidão Mediúnica

P – O médium desenvolvido é aquele que se socorre mais pela inspiração ou o que se o-rienta exclusivamente pela comunicação?

R – Preferimos responder que o médium mais apto ao serviço do bem, com os grandes instrutores da vida mais alta, será sempre aquele que se orienta, acima de tudo, pela prática viva do Evangelho da Redenção.

56 – A Criança e os Problemas da Vida

P – É oferecer “desencanto” às almas das crianças levá-las em visita aos lares pobres, quando da distribuição de auxílios?

R – Não devemos impor à criança os quadros monstruosos ou infernais criados pela nossa indiferença ou pela nossa ignorância na Terra, mas o cérebro e o coração da infância podem ser singularmente auxiliados pela visão gradativa dos problemas enormes que as a-guardam no futuro, na esfera do sofrimento humano.

57 – A Criança e o Futuro

P – Em razão do constante crescimento das hostes espiritistas, o que é visível em super-fície, é de boa lógica o cuidarmos desde já da 2a linha – as crianças – para que elas nos subs-tituam, porém, crescidas em profundidade?

R – Amparemos a inteligência infantil, a fim de que o coração da Humanidade fulgure com o Cristo, no porvir sublimado do mundo de amanhã.

O Espiritismo, como renascença do evangelismo, é a nova aurora da redenção humana. Em suas luzes divinas, a criança pode e deve receber o glorioso roteiro de nossa ascensão para a vida superior.

(*-Entrevista com o Espírito de Emmanuel, através do médium Francisco Cândido Xa-vier, publicada em jornal de Belo Horizonte/MG, em 1951, sob o título: “Entrevista com o Outro Mundo”).

Livro: Encontros no Tempo
Chico Xavier/Diversos Espíritos
 
Francisco Rebouças