Prezados amigos, estamos dando continuidade ao estudo do livro O Consolador, hoje com as questões de nºs. 141 a 145. Estudem conosco!
141 – Há influências espirituais entre o ser humano e o seu nome, tanto na Terra, como no Espaço?
– Na Terra ou no plano invisível, temos a simbologia sagrada das palavras; todavia, o estudo dessas influências requer um grande volume de considerações especializadas e, como o nosso trabalho humilde é uma apologia ao esforço de cada um, ainda aqui temos de reconhecer que cada homem recebe as influências a que fez jus, competindo a cada coração renovar seus próprios valores, em marcha para realizações cada vez mais altas, pois que o determinismo de Deus é o do bem, e todos os que se entregarem realmente ao bem, triunfarão de todos os óbices do mundo.
142 – Poderíamos receber um ensinamento sobre o número sete, tantas vezes utilizado no ensino das tradições sagradas do Cristianismo?
– Uma opinião isolada nos conduzirá a muitas análises nos domínios da chamada numerologia fugindo ao escopo de nossas cogitações espirituais.
Os números, como as vibrações, possuem a sua mística natural, mas, em face de nossos imperativos de educação, temos de convir que todos os números, como todas as vibrações, serão sagrados para nós, quando houvermos santificado o coração para Deus, sendo justo, nesse particular, copiarmos a antiga observação do Cristo sobre o sábado, esclarecendo que os números foram feitos para os homens, porém, os homens não foram criados para os números.
143 – Deve-se acreditar na influência oculta de certos objetos, como joias, etc., que parecem acompanhados de uma atuação infeliz e fatal?
– Os objetos, mormente os de uso pessoal, têm a sua história viva e, por vezes, podem constituir o ponto de atenção das entidades perturbadas, de seus antigos possuidores no mundo; razão porque parecem tocados, por vezes, de singulares influências ocultas, porém, nosso esforço deve ser o da libertação espiritual, sendo indispensável lutarmos contra os fetiches, para considerar tão somente os valores morais do homem na sua jornada para o Perfeito.
144 – Os fenômenos premonitórios atestam a possibilidade da presciência com relação ao futuro?
– Os Espíritos de nossa esfera não podem devassar o futuro, considerando essa atividade uma característica dos atributos do Criador Supremo, que é Deus.
Temos de considerar, todavia, que as existências humanas estão subordinadas a um mapa de provas gerais, onde a personalidade deve movimentar-se com o seu esforço para a iluminação do porvir, e, dentro desse roteiro, os mentores espirituais mais elevados podem organizar os fatos premonitórios, quando convenham as demonstrações de que o homem não se resume a um conglomerado de elementos químicos, de conformidade com a definição do materialismo dissolvente.
145 – Que dizermos da cartomancia em face do Espiritismo?
– A cartomancia pode enquadrar-se nos fenômenos psíquicos, mas não no Espiritismo evangélico, onde o cristão deve cultivar os valores do seu mundo íntimo pela fé viva e pelo amor no coração, buscando servir a Jesus no santuário de sua alma, não tendo outra vontade que não aquela de se elevar ao seu amor pelo trabalho e iluminação de si mesmo, sem qualquer preocupação pelos acontecimentos nocivos que se foram, ou pelos fatos que hão de vir, na sugestão nem sempre sincera dos que devassam o mundo oculto.
Livro: O Consolador
Chico Xavier/Emmanuel
Francisco Rebouças