Solidarity Spiritist Societ

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Chá Beneficente do GAM

Meus amigos(as),

O GAM , GRUPO DE APOIO AO MENOR , CASA DE BATUIRA , localizado em Gradim , São Gonçalo, desenvolve um trabalho comunitário e infantil, creche, de grande relevância espiritual e material na região .

Anualmente, realizam este evento no CLUB CENTRAL, vamos prestigiar , convidamos a todos a participar.

Peço ajuda na divulgação. Agradeço muito!
Um abraço.
Hélio





Francisco Rebouças

Palestras na SEF


Prezados amigos, esta é a grade de palestras da SEF - Sociedade Espírita Fraternidade, para o mês de novembro/2011.













Francisco Rebouças

Motes Da Coragem

Silvio Fontoura
Anota os próprios impulsos,
Idéias, votos e assomos.
A vida é assim qual espelho;
Reflete-nos tais quais somos.

Não esmoreças no bem,
Nos dias de sombra e prova,
Quem trabalha acha em si mesmo
A força em que se renova.

Quem se entrega às boas obras
Não sofre como se diz;
Quanto mais luta e trabalha,
Tanto mais se vê feliz.

Quem ama, serve e prossegue
Sem desprezar a ninguém,
Encontra no próprio mal
A sementeira do bem.

Se o erro te punge o peito,
Serve e segue coração;
Os astros brilham no escuro,
As flores nascem do chão.

No rio de teus deveres
Não descanses, toca o barco.
A água parada é a que cria
A pestilência do charco.

Livro: Paz e Alegria
Chico Xavier/Espíritos Diversos
 
Francisco Rebouças

CANTIGA DA TOLERÂNCIA

Maria Dolores

Quem diz que o verbo se vai,
Qual sol vazio no vento,
Não mostra o espírito atento
Ao que se pensa e se diz;
Mormente agora, na Terra,
Em transição apressada,
A frase rude na estrada
Invoca a treva infeliz.

Anota: às vezes, em casa,
Por simples questão, à toa
Vem a injúria que atordoa,
Partindo para a agressão,
Duras mágoas do passado,
Remexidas de repente,
Parecem bombas da mente,
De explosão para explosão.

O trânsito, em qualquer parte,
Parece um teste constante,
Exigindo, a cada instante,
Humildade e amor ao vem;
Aparece um desafio,
A prolongar-se no insulto,
E o crime que estava oculto
Arrasa os dias de alguém...

Quanto puderes, evita,
Onde estejas e onde fores,
Queixas, intrigas, clamores
Ante o mal, silêncio é luz!...
Quem serve, eleva e perdoa,
Por mais sinta a vida amarga,
Diminui a luta e a carga
Que pensam sobre Jesus.

Livro: Alma e Vida
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

Motes Da Palavra

Pedro Silva

Onde o bem se concretiza
E o mal se mostra em desmando,
Quem bate acaba perdendo,
Quem sofre acaba ganhando.

Conversa – alimento e força,
Pão vivo em que te repartes –
É a arte número um
De todas as outras artes.

Guarda contigo este mote
Por alentada conquista:
Silêncio nos acoberta,
Palavra nos põe à vista.

Quem delibere servir
Não deixe de observar
Cada palavra a seu tempo
Cada assunto em seu lugar.

Princípio justo e conciso
Nesta nota clara e breve:
Quem cala quando é preciso
Sabe falar quando deve.

No santo esforço do bem,
Nunca discutas em vão,
Só vale nas boas obras
O jogo da construção.

Livro: Mais  Vida
Chico Xavier/Eurícledes Formiga - Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

domingo, 30 de outubro de 2011

Espiritismo em Cabo Frio


Caros amigos, amanhã estará no ar mais um programa "Espiritismo em Foco" pela Jovem TV canal 8 de Cabo Frio, apresentação dos amigos Renato Fragoso e José Marcos.
Nesta segunda-feira, 31/10/11 - Tema: "A parábola do filho pródigo" com Marcelo Turra.

Francisco Rebouças

A VINHA

“E disse-lhes: Ide vós também para a vinha e dar-vos-ei o que for justo. E eles foram.” — (MATEUS, CAPÍTULO 20, VERSÍCULO 4.)

Ninguém poderá pensar numa Terra cheia de beleza e possibilidades, mas vogando ao léu na imensidade universal.

O Planeta não é um barco desgovernado. As coletividades humanas costumam cair em desordem, mas as leis que presidem aos destinos da Casa Terrestre se expressam com absoluta harmonia. Essa verificação nos ajuda a compreender que a Terra é a vinha de Jesus. Aí, vemo-lo trabalhando desde a aurora dos séculos e aí assistimos à transformação das criaturas, que, de experiência a experiência, se lhe integram no divino amor.

A formosa parábola dos servidores envolve conceitos profundos. Em essência, designa o local dos serviços humanos e refere-se ao volume de obrigações que os aprendizes receberam do Mestre Divino.

Por enquanto, os homens guardam a ilusão de que o orbe pode ser o tablado de hegemonias raciais ou políticas, mas perceberão em tempo o clamoroso engano, porque todos os filhos da razão, corporificados na Crosta da Terra, trazem consigo a tarefa de contribuir para que se efetue um padrão de vida mais elevado no recanto em que agem transitoríamente.

Onde quer que estejas, recorda que te encontras na Vinha do Cristo.

Vives sitiado pela dificuldade e pelo infortúnio?

Trabalha para o bem geral, mesmo assim, porque o Senhor concedeu a cada cooperador o material conveniente e justo.

Livro: Pão Nosso
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

sábado, 29 de outubro de 2011

VIII Congresso Nacional

A Federação Espírita Portuguesa confiou à União da Região do Porto a constituição da Comissão de Coordenação que se ocupará da organização do Congresso Nacional, já em Outubro... "Unir esforços, trabalhar e vibrar em favor da Causa que nos é comum é o estímulo em que desejamos transformar, com a sua presença, o VIII Congresso Nacional de Espiritismo" Estas algumas palavras da Comissão de Coordenação, convidando todos os Espíritas e simpatizantes a estarem presentes no próximo

Congresso Nacional que terá lugar no Forum da Maia, nos dias 29 e 30 de Outubro p.f.
Inscrições: (restam apenas alguns lugares!!!)
Valor da inscrição: 35€ (trinta e cinco euros).

CONTACTOS: Tel. 922 140 448; mail: cneportugal@gmail.com

Tema Central: A Nova Era - são chegados os Tempos.

Programa preliminar (sujeito a confirmação)

29 Outubro

(08:30-13:00) entrega de pastas e identificação
(14:00) abertura do Congresso
(15:45-16:45) conferência por Raul Teixeira
(17:15-20:00) outros conferencistas
(20:30-21:30) momentos com Divaldo Franco

30 Outubro

(09:00-12:00) outros conferencistas
(12:00-13:00) momentos com Raul Teixeira
(15:00 - ) reabertura dos Trabalhos
(16:00-17:00) conferência encerramento por Divaldo Franco
(17:00) encerramento

Site do Congresso: http://www.cneportugal/

Francisco Rebouças

BENEFICÊNCIA E CORAGEM

Emmanuel

Uma espécie de beneficência, da qual poucos amigos se lembram: a caridade da coragem.

Reflete nos companheiros que, por falta de energia emocional, adoeceram diante de confidências amargas;

nos que se envenenaram pelo ressentimento, perante calúnias que lhes foram assacadas, e não vacilaram chegar até a delinqüência;

naqueles outros que recearam facear as dificuldades da vida e se conturbaram, caindo na rede dos alucinógenos sem necessidade;

nos que se impressionaram, sem razão, com determinados sintomas e se recolheram no quadro das doenças imaginárias, afligindo aos

corações que mais amam;

nos que se deixaram induzir por teorias negativas, com respeito ao trabalho, e acompanharam irmãos revoltados e infelizes.

Pensa na tranqüilidade daqueles que te aguardam a assistência e o carinho e cultiva a coragem da perseverança nos deveres que abraçaste.

Medita nas calamidades afetivas provocadas pela deserção daqueles que não quiseram ou não souberam honrar os próprios compromissos e pede aos Céus a força precisa para esquecer a tenmtação e o medo, a omissão e a discórdia, porque é indispensável conservar muita força espiritual para manter, a benefício dos outros, a coragem de ser fiel às Leis de Deus.
 
Livro: Neste Instante
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

CONJUNTO

Emmanuel

“Pai, aqueles que me deste quero que, onde eu estiver, também eles estejam comigo...”. Jesus – João, (17:24).
“Arme-se a vossa falange de decisão e coragem! Mãos à obra! O arado está pronto; a terra espera; arai!”.  - Cap. XX, 40.

Num templo espírita-cristão, é razoável anotar que todo trabalho é ação de conjunto.

Cada companheiro é indicado à tarefa precisa; cada qual assume a feição de peça particular na engrenagem do serviço, sem cuja cooperação os mecanismos do bem não funcionam em harmonia.

Indispensável apagar-nos pelo brilho da obra.

Na aplicação da eletricidade, congregam-se implementos diversos, mas interessa, acima de tudo, a produção da força, e, no aproveitamento da força, a grande usina é um espetáculo de grandeza, mas não desenvolve todo o concurso de que é suscetível, sem a tomada simples.

Necessário, assim, saibamos reconhecer por nós mesmos o que seja essencial a fazer pelo rendimento digno da atividade geral.

Orientando ou colaborando, em determinadas ocasiões, a realização mais importante que se nos pede é o esclarecimento temperado de gentileza ou a indicação paciente e clara da verdade ao ânimo do obreiro menos acordado, na edificação espiritual. Noutros instantes, a obrigação mais valiosa que as circunstâncias nos solicitam é o entendimento com uma criança, a conversa fraternal com um doente, a limpeza de um móvel ou a condução de um fardo pequenino.

Imprescindível, porém, desempenhar semelhantes incumbências, sem derramar o ácido da queixa e sem azedar o sentimento na aversão sistemática. Irritar-se alguém, no exercício das boas obras, é o mesmo que rechear o pão com cinzas.

Administrar amparando e obedecer, efetuando o melhor!...

Em tudo, compreender que o modo mais eficiente de pedir é trabalhar e que o processo mais justo de recomendar é fazer, mas trabalhar e fazer, sem tristeza e sem revolta, enten-dendo que benfeitorias e providências são recursos preciosos para nós mesmos. Em todas as empresas do bem, somos complementos naturais uns dos outros. O Universo é sustentado na base da equipe. Uma constelação é família de sóis. Um átomo é agregado de partículas.

Nenhum de nós procure destaque injustificável.

Na direção ou na subalternidade, baste-nos o privilégio de cumprir o dever que a vida nos assinala, discernindo e elucidando, mas auxiliando e amando sempre. O coração, motor da vida orgânica, trabalha oculto e Deus, que é para nós o Anônimo Divino, palpita em cada ser, sem jamais individualizar-se na luz do bem.

Livro: Educandário de Luz
Chico Xavier/Diversos Espíritos
 
Francisco Rebouças

A VIDA É MAIS IMPORTANTE DO QUE A VERDADE (*)

35 – Saúde Pessoal

P – Você está bem de saúde?

R – Graças a Deus, muito bem. Tenho estado bem, conquanto você compreender houve um noticiário um tanto alarmante, mas na minha condição de pessoa que já ultrapassou os 60 janeiros, é natural que eu alegasse algum cansaço e mesmo estado de saúde para alterar as minhas atividades, que realmente foram renovadas num grupo que se chama Grupo Espírita da Prece, mesmo em Uberaba.

36 – Programa Mediúnico

P – Essa nova fase de sua vida, que diminuiu o ritmo do atendimento público, vai lhe ensejar produção de novas obras, de estilo romanceado ou científico? Há algum programa nesse sentido?

R – Não houve propriamente uma transformação fundamental. Continuo com reuniões públicas as sextas e aos sábados. O que houve é que agora, naturalmente posso, com mais segurança iniciar minhas tarefas num horário mais favorável para minha saúde, mas os conta-tos são os mesmos, não houve alteração. Nossos amigos espirituais prometem cooperar na produção deste ou daquele livro que eles possam ainda trazer ao nosso meio por intermédio de nossas faculdades ainda tão deficientes. Mas você compreende que o problema não seria tanto de alterar de modo muito essencial às tarefas mediúnicas atribuídas a este seu irmão pequenino de sempre. O problema é que a engrenagem está sendo usada a quase meio século, então, de mim mesmo, compreendo, no campo da autocrítica, a situação de desgaste de uma engrenagem mediúnica de quase meio século de usança regular. Penso de minha parte que, se vierem livros superiores, àqueles de que eu possa ter sido instrumento até agora, porque essa obra é dos espíritos e não minha, eu estou sempre na mesma condição de cisco humano, não é? Se vier para mim, será uma surpresa, porque o tempo decorrido já é grande. Mas eu tenho também de minha parte, como companheiro espírita-cristão, minhas esperanças de que outros médiuns venham cooperar conosco, com livros que estejam em alto nível, em condições de mais amplitude no terreno do próprio intercâmbio espiritual com o plano próximo. De minha parte, estou naquela minha atitude. Esperar sempre aquilo que for trazido até nós, por inter-médio daqueles amigos que nos assistem, mas sem superestimar as minhas possibilidades.

37 – André Luiz. Revelação Gradativa

P – A contribuição de André Luiz não teria sido absorvida pelo meio espírita. Acredita-mos que ele trouxe uma nova contribuição para análise da problemática da vida. O Espírito de André Luiz em alguma oportunidade tem-se referido a esse aspecto, da contribuição que trouxe em livros como “Evolução em Dois Mundos” e outros?

R – Ele diz que enfocou os problemas em “Evolução em Dois Mundos” e em “Meca-nismos da Mediunidade’, mas fez o que foi possível, sem desejar uma antecipação muito grande no campo da marcha dos nossos conhecimentos. Mesmo porque isso poderia parecer pretensão dele como cooperador nas verdades que estão sendo trazidas até nós pelos amigos espirituais. Naturalmente que ele deixou essa contribuição, como recurso àqueles que na es-cola dos nossos princípios, solicitam um campo de maior indagação de ordem científica, para o estudo de Allan Kardec, em conexão com Jesus Cristo. Mas compreende que, do ponto de vista de comunidade, devemos continuar no campo das observações e anotações gradativas em torno do mundo espiritual, para que não haja um movimento muito agigantado da baliza. É muito importante que aqueles que assumem o papel de companheiros na lição, não se des-liguem demasiadamente dos companheiros de lição que trazem o nome de alunos, mas que não são alunos, são cooperadores. Nós outros, os encarnados, temos que caminhar com todos e eles também conosco. Se fizermos uma frente muita avançada, perderemos o contato com a nossa família que de modo geral necessita ainda muito mais de consolação, de encorajamen-to, de apaziguamento, de esperança, de fé e mesmo de muito amor, antes de qualquer avanço intelectual muito intenso. Então ele acha que muitos tarefeiros dessa ordem virão a seu tem-po, para mais amplo desenvolvimento do campo doutrinário, embora reconheça que muitos companheiros que têm sede do conhecimento, estejam esperando um movimento frentista, mas adequado ao mundo moderno, mas que é importante não perdermos de vista a necessi-dade de seguirmos todos juntos. Não sei se me expressei bem.

Isso não é desalentador, não significa retardamento, mas espírito de solidariedade hu-mana, para que todos marchemos no mesmo ritmo, tanto quanto possível, num movimento em que não estamos cogitando de ganhar uma guerra contra a ignorância, mas ganharmos a paz num movimento de iluminação geral.

A Vida, até hoje na Terra, é mais importante do que a Verdade. Conquanto reconheça-mos o imperativo da verdade iluminando a vida em todos os setores, não podemos nunca perder de vista a vida, em favor exclusivo da verdade, porque estamos em evolução, em de-senvolvimento. Então a verdade tem de ser dosada na farmácia do conhecimento, para que a vida possa crescer e dar os seus frutos de sublimação dentro dessa mesma verdade, que é a verdade inalterada para nós todos.

38 – Futuro. Como vivê-lo Hoje

P – André Luiz disse que o homem, para ajudar o presente precisa vier o futuro da raça. Se nós pararmos demasiadamente na procura da consolação, poderemos estar perdendo o contato com a realidade, não acha?

R – André Luiz fala que, sem dúvida, nós devemos procurar sempre viver o futuro no presente, mas, se possível, 20 por centro com o cérebro e 80 com o coração.

(* -Entrevista ao Jornal Espiritismo e Unificação, de Santos/SP, realizada em 02 de a-gosto de 1975, no Clube Tietê, de São Paulo, por ocasião do lançamento do livro Respostas da Vida, de André Luiz, e publicada em sua edição do mês de agosto de 1975, com o título “A Vida é mais importante que a verdade”).

Livro: Encontros no Tempo
Chico Xavier/Diversos Espíritos
 
Francisco Rebouças

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Gentileza virtude esquecida!

Ausência de cordialidade, afeto e convívio saudável entre os homens são sinais de uma sociedade cada vez mais egoísta

É cada vez mais raro se observar atitudes de gentileza nas relações que vivenciamos na agitada correria do dia a dia das nossas vidas.

Levados pelos inúmeros compromissos assumidos e pela pressa em resolvê-los, não nos damos conta de quantas vezes atropelamos os bons costumes, e as boas atitudes para com o nosso próximo, e por isso mesmo, já não nos incomodamos muito com suas más atitudes em relação a nós.

Como cobrar dos outros, o que não oferecemos por nossa vez? O resultado dessa falta de consideração mútua, é a ausência de cordialidade, de afeto, de convívio saudável, que se observa na sociedade dita moderna, onde cada indivíduo parece ser único, pois, pouco lhe importa o que se passa à sua volta com seu semelhante, seja ele, seu parente, seu vizinho, etc..., mostrando com esse seu procedimento a árvore frondosa do egoísmo, que cultiva no canteiro de seu coração, a exibir frutos amargos de frieza e indiferença, como se fôssemos auto suficientes em tudo e não necessitássemos uns dos outros para nada.

Só abrimos uma exceção, isto é, só modificamos esse comportamento egoístico, se nos deparamos na presença de alguém do qual esperamos obter algum favor ou alguém de quem aguardamos tirar alguma vantagem pessoal.

“O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza. Se ele interroga a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo perguntará se violou essa lei, se não praticou o mal, se fez todo o bem que podia, se desprezou voluntariamente alguma ocasião de ser útil, se ninguém tem qualquer queixa dele; enfim, se fez a outrem tudo o que desejara lhe fizessem.” (E.S.E. Cap. XVII – item 3 - O Homem de Bem).

O ser humano precisa urgentemente refletir sobre esse seu comportamento equivocado e irracional, precisa ver em seu semelhante um irmão de quem depende sua própria elevação como ser imortal, criado com a finalidade maior que é a perfeição em todos os sentidos, e que para isso não prescinde da convivência salutar com seu irmão, em constante troca de experiências, e com o qual tem muito a aprender.

Somente com seus próprios e limitados recurso e conhecimentos, não será capaz de chegar ao seu destino, no encontro tão sonhado com a verdadeira felicidade no seu estado de pureza espiritual.

Precisa entender que só através do trabalho na sua reforma interior, buscando “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”, poderá se promover na escala hierárquica da criação universal da qual faz parte integrante, e que sem a mudança em seus métodos e atitudes, priorizando as conquistas espirituais, não conseguirá obter a tão almejada paz interior, que não conseguirá encontrar na conquista e realização dos seus sonhos materiais, que logo alcançados, passarão a segundo plano, surgindo imediatamente nova necessidade de conquista que por sua vez, com o passar do tempo também deixará de ser tão importante, e assim sucessivamente.

O gesto de gentileza é sem dúvida um grande passo que damos para modificar, em muitas ocasiões, uma inimizade nascente, uma suspeita infundada, uma informação infeliz abrindo horizontes novos e facilitando a compreensão e a concórdia.

Não devemos aguardar a gentileza dos outros para conosco, para nos decidirmos por mudar nosso comportamento, sejamos nós os cultivadores da gentileza, usando-a como exercício na metodologia do nosso burilamento, usando a força de vontade como fonte propulsora a nos impulsionar para frente em direção ao crescimento moral espiritual; e nesse particular, nós seguidores da filosofia espírita muito mais que os nossos irmãos de outras correntes religiosas, pois dispomos de tantos ensinos contidos na codificação que nos orientam sempre nesse sentido conforme a mensagem que segue:

“Bem compreendido, mas sobretudo bem sentido, o Espiritismo leva aos resultados acima expostos, que caracterizam o verdadeiro espírita, como o cristão verdadeiro, pois que um o mesmo é que outro. O Espiritismo não institui nenhuma nova moral; apenas facilita aos homens a inteligência e a prática da do Cristo, facultando fé inabalável e esclarecida aos que duvidam ou vacilam. Muitos, entretanto, dos que acreditam nos fatos das manifestações não lhes apreendem as conseqüências, nem o alcance moral, ou, se os apreendem, não os aplicam a si mesmos. A que atribuir isso? A alguma falta de clareza da Doutrina? Não, pois que ela não contém alegorias nem figuras que possam dar lugar a falsas interpretações. A clareza é da sua essência mesma e é donde lhe vem toda a força, porque a faz ir direito à inteligência. Nada tem de misteriosa e seus iniciados não se acham de posse de qualquer segredo, oculto ao vulgo.” (E.S.E. Cap. XVII – item 4 – Os Bons Espíritas).

Os Espíritos Superiores reforçam os ensinamentos sobre o assunto, ao responderem ao codificador a esse respeito na questão seguinte constante do Livro dos Espíritos:

799. De que maneira pode o Espiritismo contribuir para o progresso?

“Destruindo o materialismo, que é uma das chagas da sociedade, ele faz que os homens compreendam onde se encontram seus verdadeiros interesses. Deixando a vida futura de estar velada pela dúvida, o homem perceberá melhor que, por meio do presente, lhe é dado preparar o seu futuro. Abolindo os prejuízos de seitas, castas e cores, ensina aos homens a grande solidariedade que os há de unir como irmãos.”

Sejamos nós portanto, os primeiros a dar os passos em direção ao nosso irmão, mesmo que ele não nos retribua, sigamos a meta de amar a todos sem esperar que sejamos amados por todos, respeitando a maneira de agir e pensar de cada um, compreendendo nos irmãos ingratos e frios, da nossa estrada, criaturas de coração endurecidos, necessitados por isso mesmo de nossa maior cota de gentileza e compreensão, esta é a verdadeira caridade que Deus nosso Pai espera que pratiquemos, cumprindo com nossos compromissos como SERES racionais que somos, com responsabilidades para com a sociedade em que vivemos.

Agindo assim, estaremos vivenciando a fraternidade conosco mesmo e com nosso semelhante, fazendo a parte que nos cabe, participando de forma positiva na intenção maior de ver a humanidade transformada moralmente falando, isto é, menos egoísta e mais humanitária.

Bibliografia: Kardec, Allan – O Evangelho Segundo o Espiritismo – FEB, 106ª Edição – Cap. XVII.
Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos – FEB, 76ª Edição.

Francisco Rebouças

Ensinamentos valiosos!

Toda a preparação é necessária, no capitulo da resistência; entretanto, sobre tudo isto é indispensável revestir-se nossa alma de caridade, que é amor sublime.

A nobreza de caráter, a confiança, a benevolência, a fé, a ciência, a penetração, os dons e as possibilidades são fios preciosos, mas o amor é o tear divino que os entrelaçará, tecendo a túnica da perfeição espiritual.

A disciplina e a educação, a escola e a cultura, o esforço e a obra, são flores e frutos na árvore da vida, todavia, o amor é a raiz eterna.
 
Livro: Vinha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

O Ponto de Vista

O Espiritismo dilata o pensamento e lhe rasga horizontes novos. Em vez dessa visão, acanhada e mesquinha, que o concentra na vida atual, que faz do instante que vivemos na Terra único e frágil eixo do porvir eterno, ele, o Espiritismo, mostra que essa vida não passa de um elo no harmonioso e magnífico conjunto da obra do Criador. Mostra a solidariedade que conjuga todas as existências de um mesmo ser, todos os seres de um mesmo mundo e os seres de todos os mundos. Faculta assim uma base e uma razão de ser à fraternidade universal, enquanto a doutrina da criação da alma por ocasião do nascimento de cada corpo torna estranhos uns aos outros todos os seres. Essa solidariedade entre as partes de um mesmo todo explica o que inexplicável se apresenta, desde que se considere apenas um ponto. Esse conjunto, ao tempo do Cristo, os homens não o teriam podido compreender, motivo por que ele reservou para outros tempos o fazê-lo conhecido.
 
Fonte: O Evangelho Segundoo Espiritismo - Cap.II, item 7
 
Francisco Rebouças

Dê a seus filhos o exemplo do trabalho...

VOCÊ, que é pai, é a criatura mais feliz sobre a face da Terra.

Levante os braços aos céus e agradeça a Deus a misericórdia que lhe concedeu.

Mas lembre-se de que não basta dar aos filhos o sustento e a instrução.

Algo existe mais importante que tudo isso: é o exemplo.

Dê a seus filhos o exemplo do trabalho, da honestidade, da dignidade em toda a sua vida.

Livro: Minutos de Sabedoria -172
Carlos Torres Pastorino
 
Francisco Rebouças

2º. Simpósio de Medicina e Espiritualidade de Luxemburgo

2º. Simpósio de Medicina e Espiritualidade de Luxemburgo

Caros amigos,  o segundo Simpósio de Medicina e Espiritualidade de Luxemburgo será realizado amanhã, dia 29/10/2011, das 14 às 19:40h.


Compareça, divulgue!

Clique no cartaz para vê-lo ampliado, e saiba os demais detalhes do evento.


 
 
 
 
Francisco Rebouças

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

BRILHE VOSSA LUZ


Corre, incessantemente, o caudaloso rio da vida...

Iniciam-se viagens longas, embarca-se e desembarca-se, entre esperanças renovadas e prantos de despedida.

Viajores partem, viajores tornam.

Como é difícil atingir o porto de renovação!

Quase sempre, a imprevidência e a inquietude precipitam-se nas profundezas sombrias!...

Para vencer a jornada laboriosa, é preciso aprender com Alguém que foi o Caminho, a Verdade e a Vida.

Ele não era conquistador e fundou o maior de todos os domínios, não era geógrafo e descortinou os sublimes continentes da imortalidade, não era legislador e iluminou os códigos do mundo, não era filósofo e resolveu os enigmas da alma, não era juiz e ensinou a justiça com misericórdia, não era teólogo e revelou a fé viva, não era sacerdote e fez o sermão inesquecível, não era diplomata e trouxe a fórmula da paz, não era médico e limpou leprosos, restaurou a visão dos cegos e levantou paralíticos do corpo e do espírito, não era cirurgião e extirpou a chaga da animalidade primitiva, não era sociólogo e estabeleceu a solidariedade humana, não era cientista e foi o sábio dos sábios, não era escritor e deixou ao Planeta o maior dos Livros, não era advogado e defendeu a causa da Humanidade inteira, não era engenheiro e traçou caminhos imperecíveis, não era economista e ensinou a distribuição dos bens da vida a cada um por suas obras, não era guerreiro e continua conquistando as almas há quase vinte séculos, não era químico e transformou a lama das paixões em ouro da espiritualidade superior, não era físico e edificou o equilíbrio da Terra, não era astrônomo e desvendou os mundos novos da imensidade, enriquecendo de luz

o porvir humano, não era escultor e modelou corações, convertendo-os em poemas vivos de bondade e esperança.

Ele foi o Mestre, o Salvador, o Companheiro, o Amigo Certo, humilde na manjedoura, devotado no amor aos infelizes, sublime em todas as lições, forte, otimista e fiel ao Supremo Senhor até a cruz.

Bem aventurados os seus discípulos sinceros, que se transformam em servidores do mundo por amor ao seu amor!

Valiosa é a experiência do homem, bela é a ciência da Terra, nobre é a filosofia religiosa que ilumina os conhecimentos terrestres, admiráveis é a indústria das nações, vigorosa é a inteligência das criaturas; maravilhosos são os sistemas políticos dos povos mais cultos, entretanto, sem Cristo, a grandeza humana pode não passar de relâmpago dentro da noite espessa.

“Brilhe a vossa luz”, disse o Mestre Inesquecível.

Acenda cada aprendiz do Evangelho a lâmpada do coração.

Não importa seja essa lâmpada pequenina.

A humilde chama da vela distante é irmã da claridade radiosa da estrela.

É indispensável, porém, que toda a luz do Senhor permaneça brilhando em nossa jornada sobre abismos, até a vitória final no porto da grande libertação.
 
Livro: Apostilas da Vida
Chico Xavier/André Luiz
 
Francisco Rebouças

Estudando o Espiritismo - L.E.

A principal razão do sucesso do nosso Blog Espírita, é justamente sua finalidade, o constante e sério estudo e divulgação da doutrina espírita, por essa razão, estamos dando continuidade ao estudo do Livro dos Espíritos, para uma melhor compreensão de nossa doutrina. Nesta oportunidade focalizamos as questões de nºs 340 a 349. Estudem consoco! 
340. É solene para o Espírito o instante da sua encarnação? Pratica ele esse ato considerando-o grande e importante?

“Procede como o viajante que embarca para uma travessia perigosa e que não sabe se encontrará ou não a morte nas ondas que se decide a afrontar.”

O viajante que embarca sabe a que perigo se lança, mas não sabe se naufragará. O mesmo se dá com o Espírito: conhece o gênero das provas a que se submete, mas não sabe se sucumbirá.

Assim como, para o Espírito, a morte do corpo é uma espécie de renascimento, a reencarnação é uma espécie de morte, ou antes, de exílio, de clausura. Ele deixa o mundo dos Espíritos pelo mundo corporal, como o homem deixa este mundo por aquele. Sabe que reencarnará, como o homem sabe que morrerá. Mas, como este com relação à morte, o Espírito só no instante supremo, quando chegou o momento predestinado, tem consciência de que vai reencarnar. Então, qual do homem em agonia, dele se apodera a perturbação, que se prolonga até que a nova existência se ache positivamente encetada. À aproximação do momento de reencarnar, sente uma espécie de agonia.

341. Na incerteza em que se vê, quanto às eventualidades do seu triunfo nas provas que vai suportar na vida, tem o Espírito uma causa de ansiedade antes da sua encarnação?

“De ansiedade bem grande, pois que as provas da sua existência o retardarão ou farão avançar, conforme as suporte.”

342. No momento de reencarnar, o Espírito se acha acompanhado de outros Espíritos seus amigos, que vêm assistir à sua partida do mundo incorpóreo, como vêem recebê-lo quando para lá volta?

“Depende da esfera a que pertença. Se já está nas em que reina a afeição, os Espíritos que lhe querem o acompanham até o último momento, animam e mesmo lhe seguem, muitas vezes, os passos pela vida em fora.”

343. Os que vemos em sonho, que nos testemunham afeto e que se nos apresentam com desconhecidos semblantes, são alguma vez os Espíritos amigos que nos seguem os passos na vida?

“Muito freqüentemente são eles que vos vêm visitar, como ides visitar um encarcerado.”

Fonte: O Livro dos Espíritos. FEB, 76ª edição

Francisco Rebouças

E OS FINS?


“Mas nem todas as coisas edificam.” — Paulo. (1ª EPÍSTOLA AOS CORÍNTIOS, CAPÍTULO 10, VERSÍCULO 23.)

Sempre existiram homens indefiníveis que, se não fizeram mal a ninguém, igualmente não beneficiaram a pessoa alguma.

Examinadas nesse mesmo prisma, as coisas do caminho precisam interpretação sensata, para que se não percam na inutilidade.

É lícito ao homem dedicar-se à literatura ou aos negócios honestos do mundo e ninguém poderá contestar o caráter louvável dos que escolhem conscientemente a linha de ação individual no serviço útil. Entretanto, será justo conhecer os fins daquele que escreve ou os propósitos de quem negocia. De que valerá ao primeiro a produção de longas obras, cheias de lavores verbais e de arroubos teóricos, se as suas palavras permanecem vazias de pensamento construtivo para o plano eterno da alma? em que aproveitará ao comerciante a fortuna imensa, conquistada através da operosidade e do cálculo, quando vive estagnada nos cofres, aguardando os desvarios dos descendentes? Em ambas as situações, não se poderia dizer que tais homens cogitavam de realizações ilícitas; todavia, perderam tempo precioso, esquecendo que as menores coisas trazem finalidade edificante.

O trabalhador cônscio das responsabilidades que lhe competem não se desvia dos caminhos retos.

Há muita aflição e amargura nas oficinas do aperfeiçoamento terrestre, porque os seus servidores cuidam, antes de tudo, dos ganhos de ordem material, olvidando os fins a que se destinam. Enquanto isso ocorre, intensificam-se projetos e experimentos, mas falta sempre a edificação justa e necessária.

Livro: Pão Nosso
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

Instituto Dr. March

Meus caros amigos, O Instituto Dr. March está comemorando 77 anos de excelentes serviços prestados à comunidade, e aproveita a oportunidade para convidar a todos para a palestra que será proferida pela por Telma Regina do (GEMA) e para o Almoço Fraterno que serão realizados no próximo dia 30/10/2011 às 12horas

Compareça, divulgue!


Francisco Rebouças

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Ensinamentos valiosos!

Não te deixes sucumbir sob as injunções das doenças.

Através da mente sã reconquistarás o equilíbrio da situação. E se fores atingido na área da razão, desde hoje entregate a Deus e confia n’Ele.

A doença faz parte do processo normal da vida como parcela integrante do fenômeno da saúde.

Livro: Episódios Diários
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças

NOTAS BREVES

Não perca tempo.

Não fuja ao dever.

Respeite os compromissos.

Sirva quanto possa.

Ame intensamente.

Trabalhe com ardor.

Ore com fé.

Fale com bondade.

Não critique.

Observe construindo.

Estude sempre.

Não se queixe.

Plante alegria.

Semeie paz.

Ajude sem exigências.

Compreenda e beneficie.

Perdoe quaisquer ofensas.

Atenda à pontualidade.

Conserve a consciência tranqüila.

Auxilie generosamente. Esqueça o mal.

Cultive sinceridade, aceitando-se como é e acolhendo os outros como os outros são, procurando, porém, fazer sempre o melhor ao seu alcance.

Livro: Sinal Verde
Chico Xavier/André Luiz
 
Francisco Rebouças

NA MANSÃO DOS MORTOS

09 de Abril de 1935

- O amigo sabe que os fotógrafos ingleses registraram a presença de sir Conan Doyle no enterro de lady Gaillard?

Esta pergunta me foi dirigida pelo coronel C... da C..., (1) que eu conhecera numa das minhas viagens pelo Nordeste. O coronel lia por desfastio as minhas crônicas e em poucos minutos nos tornamos camaradas. Há muito tempo, todavia, soubera eu da sua passagem para o outro mundo em virtude de uma arteriosclerose generalizada. Tempo vai, tempo vem, defrontamo-nos de novo no vagão infinito da Vida, em que todos viajamos, através da eternidade. E, como o melhor abraço que podemos dar longe dos vivos, ali estávamos os dois tête à tête, sem pensar no relógio que regulava os nossos atos no presídio da Terra, nem nos ponteiros do estômago, que aí trabalham com demasiada pressa.

C. tinha no mundo idéias espíritas e continuava, na outra vida, a interessar-se pelas coisas de sua doutrina.

Então, coronel, a vida que levaremos por aqui não será muito diversa da que observávamos lá em baixo? Um morto, pode apresentar-se nas solenidades dos vivos, participar das suas alegrias e das suas tristezas, como no presente caso? Aliás, já sabemos do capítulo evangélico que manda os mortos enterrar os mortos.

-Pode, sim, menino – replicou o meu amigo como quem evocasse uma cena dolorosa – mas, isso de acompanhar enterros, sobra-me experiência para não mais fazê-lo. Costumamos observar que, se os vivos têem medo dos que já regressaram para cá, nós igualmente, às vezes, sentimos repulsa de topar os vivos. Porém, o que lhe vou contar ocorreu entre os considerados mortos. Tié medo de dois espectros num ambiente soturno de cemitério.

E o meu amigo, com o olhar mergulhado no pretérito longínquo, monologava:

-Desde essa noite, nunca mais acompanhei enterros de amigos... Deixo isso para os encarnados, que vivem brincando de cabra-cega no seu temporário esquecimento...

-Conte-me, coronel, o acontecimento – disse eu, mal sopitando a curiosidade.

-Lembra-se – começou ele – da admiração que eu sempre manifestava pelo Dr. A.F., que você não chegou a conhecer em pessoa?

-Vagamente...

-Pois bem, o Antonico, nome pelo qual respondia na intimidade, era um dos meus amigos do peito. Advogado de renome na minha terra, já o conheci na elevada posição que usufruía no seio da sociedade que lhe acatava todas as ações e pareceres.

Pardavasco, insinuante, era o tipo do mulato brasileiro. Simpático, inteligente, captava a confiança de quantos se lhe aproximavam. Era de uma felicidade única. Ganhava todas as causas que lhe eram entregues. O crime mais negro apresentava para a sua palavra percuciente uma argumentação infalível na defesa. Os réus, absolvidos com a sua colaboração, retiravam-se da sala de sessões da justiça quase canonizados. O Antonico se metera em alguma pendência? O triunfo era dele. Gozava de toda a nossa consideração e estima. Criara a sua família com irrepreensível moralidade. Em algumas cerimônias religiosas a que compareci, recordo-me de lá o haver encontrado, como bom católico, em cuja personalidade o nosso vigário via um dos mais prestigiosos dos seus paroquianos.

Chefiava iniciativas de caridade, presidia a associação religiosa e primava pela austeridade intransigente dos seus costumes.

Quando voltei desse mundo, que hoje representa para nós uma penitenciaria, trouxe dele saudosas recordações.

Imagine, pois o meu desejo de reencontrá-lo, quando vim a saber, nestas paragens, que ele se achava às portas da morte. Obtive permissão para excursionar à Terra e fui revê-lo na sua cama de luxo, rodeado de zelos extremos, numa alcova ensombrada de sua confortável residência. As poções eram ingeridas. Injeções eram aplicadas. Os médicos eram atenciosamente ouvidos. Contudo, a morte rondava o leito de rendas, com o seu passo silencioso. Depois de ter o abdômen rasgado por um bisturi, uma infecção sobreviera inesperadamente.

Apareceu uma pleurisia e todas as punções foram inúteis. Antonico agonizava. Vi-o nos seus derradeiros momentos, sem que ele me visse na sua semi-inconsciência. Os médicos à sua cabeceira, deploravam o desaparecimento do homem probo. O padre, que sustinha naquelas mãos de cera u delicado crucifixo, recitando a oração dos moribundos, fazia ao céu piedosas recomendações. A esposa chorava o esposo, os filhos o pai! Aos meus olhos, aquele quadro era o da morte do justo. Transcorridas algumas horas, acompanhei o fúnebre cortejo que ia entregar à terra aqueles despojos frios.

Desnecessário é que lhe diga das pomposas exéquias que a igreja dispensou ao morto, em virtude da sua posição eminente. Preces. Aspersões com hissopes ensopados nágua benta e latim agradável.

Mas, como nem todos os que morrem desapegam imediatamente dos humores e das vísceras, esperei que o meu amigo acordasse para ser o primeiro a abraçá-lo.

Era crepúsculo. E, naquela tarde de agosto, as nuvens estavam enrubescidas, em meio do fumo das queimaduras, parecendo uma espumarada de sangue. Havia um cheiro de terra brava, entre as lousas silenciosas, ao pé dos salgueiros e dos ciprestes. Eu esperava. De vez em quando, o vento agitava a ramaria dos chorões, que pareciam soluçar, numa toada esquisita. Os coveiros abandonaram a sua tarefa sinistra e eu vi um vulto de mulher, esgueirando-se entre as lápides enegrecidas. Parou junto daquela cova fresca. Não se tratava de nenhuma alma encarnada. Aquela mulher pertencia também aos reinos das sombras. Observei-a de longe. Todavia, gritos estentóricos ecoaram aos meus ouvidos.

-A. F. – exclamou o espectro – chegou o momento da minha vingança! Ninguém poderá advogar a tua causa. Nem Deus, nem o Demônio poderão interceder pela tua sorte, como não puderam cicatrizar no mundo as feridas que abriste em meu coração. Todas as nossas testemunhas agora são mudas. Os anjos aqui são de pedra e as capelas de mármore, cheias de cruzes caladas, são estojos de carne apodrecida. Lembras-te de mim? Sou a R. S., que infelicitaste com a tua infâmia!

Já não és aquele moreno insinuante que surrupiou a fortuna de meus pais, destruindo-lhes a vida e atirando-me no meretrício abominável. A fortuna que te deu um nome foi edificada no pedestal do crime.

Recordas-te das promessas mentirosas que me fizeste? Envergonhada, abandonei a terra que me vira nascer para ganhar o pão no mais horrendo comércio. Corri mundo, sem esquecer a tua perversidade e sem conseguir afogar o meu infortúnio na taça dos prazeres.

Entretanto, o mundo foi teu. Réu de um crime nefando, foste sacerdote da justiça; eu, a vítima desconhecida, fui obrigada a sufocar a minha fraqueza nas sentinas sociais, onde os homens pagam o tributo das suas misérias. Tiveste a sociedade, eu os bordéis. O triunfo e a consideração te pertenceram; a mim coube o desprezo e a condenação. Meu lar foi o hospital, donde se escapou o último gemido do meu peito.

Meus braços, que haviam nascidos para acariciar os anjos de Deus, como dois galhos de árvores cheios de passarinhos, foram por ti transformados em tentáculos de perdição. Eu poderia ter possuído um lar, onde as crianças abençoassem os meus carinhos e onde um companheiro laborioso se reconfortasse com o beijo da minha afeição. Venho te condenar, ó desalmado assassino, em nome da justiça eterna que nos rege, acima dos homens. Há mais de um lustro, espero-te nesta solidão indevassável, onde não poderás comprar a consciência dos juizes... Viveste com o teu conforto, enquanto eu penava com a minha miséria; mas, o inferno agora será de nós dois!...

O coronel fez uma pausa, enquanto eu meditava naquela história.

-A mulher chorava – continuou ele – de meter dó. Aproximei-me dela, não sendo notada, porém, minha presença. Olhei a cruz modesta e carcomida que havia que havia sido arrancada poucas horas antes, daqueles sete palmos de terra, para que ali fosse aberto um novo sepulcro, e, não sei se por artes do acaso, nela estava escrito um nome com pregos amarelos, já desfigurados pela ferrugem: R. S. – Orai por ela.

Por uma coincidência sinistra, reencontravam-se os dois corpos e as duas almas. Procurei fazer tudo pelo Antonico, mas quando atravessei com o olhar a terra que lhe cobria os despojos, afigurou-se-me ver um monte de ossos que se moviam. Crânio, tíbias, úmero, clavículas, se reuniam sob uma ação misteriosa e vi uma caveira chocalhando os dentes de fúria, ao mesmo tempo em que umas falangetas de aço pareciam apertar o pescoço do cadáver do meu amigo.

-E ele, coronel, isto é, o Espírito, estava presente?

-Estava, sim. Presente e desperto. Lá o deixei, sentindo os horrores daquela sufocação.

-Mas, e Deus, coronel? Onde estava Deus que não se compadeceu do pecador arrependido?

O coronel me olhou, como se estivesse interrogando a si mesmo, e declarou por fim:

-Homem, sei lá!... Acredito que Deus tenha criado o mundo; porém, acho que a Terra ficou mesmo sob administração do Diabo.
------------------
(1) No original da mensagem foram dados por extenso os nomes das pessoas nela mencionados. Como, porém, essas pessoas deixaram descendentes, que poderiam molestar-se com as referências que lhes fez Humberto de Campos, resolvemos indicá-las apenas pelas suas iniciais.

Livro: Crônicasde Além Túmulo
Chico Xavier/Humberto de Campos
 
Francisco Rebouças

ATOS DE CONFIANÇA

Emmanuel

En casa,
Deus te mantenha.

No trabalho,
Deus te inspire.

No trânsito,
Deus te guie.

Nas tentações,
Deus te guarde.

Nas provas da vida,
Deus te dê forças.

Em tudo o que faças,
Deus te abençoe.

Livro: Neste Instante
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

Livros audio en francês

Meus amigos, muito me alegra publicar matérias como essa enviada por nossa querida amiga Mara chirpatris,  direto da França, conforme segue. 

Boa tarde irmão Rebouças,
Paz e alegria para sua vida!
Irmão hoje escrevo para falar do trabalho de nossos irmãos Luciana Icanonico e Mickael Lavenu.

Mickael é francês e teve como desafio nesta encarnação a deficiência visual.

Hoje com a ajuda de Luciana Icanonico que foi a autora e criadora deste site, eles estão fazendo um lindo trabalho para os deficiêntes visuais e qualquer pessoa que se interesse pelos livros audio en francês.

Peço ao irmão que dê uma olhada e si for possível , divulgue este trabalho tão lindo...

Si o irmão desejar uma entrevista com Luciana ou Mickael avise-me por favor e faremos o necessário para este encontro.

Desde já fica aqui nossa infinita gratidão ao irmão!

Que Deus o abençoe!
Carinhosamente,
Mara


Francisco Rebouças

Palestra em Dublin/Irlanda

Palestra com Dr. Carlos Roberto de Souza vai abordar a Glândula Pineal. Dublin, Irlanda
Dia 2/11/2011

Saiba mais sobre a Sociedade Espírita da Irlanda acessando:


http://ismaelgobbo.blogspot.com/2011/10/focalizando-o-trabalhador-espirita-no_22.html

Spiritist Society of Ireland

Site: www.allankardec-ireland.org

Facebook: Spiritism Ireland Ssgi

Orkut: Spiritism Society of Ireland


Francisco Rebouças

terça-feira, 25 de outubro de 2011

FILME ESPÍRITA: CHICO XAVIER


Na sexta-feira, dia 28 de Outubro de 2011, pelas 21H00, vai decorrer a exibição de um filme espírita "Chico Xavier" que é uma biografia do maior médium conhecido do século XX, Francisco Cândido Xavier, filme este que só no Brasil foi visto por cerca de 4 milhões de pessoas. O filme decorrerá entre as 21H00 e as 22H30, seguindo-se um debate até às 23h00.

Esta actividade cultural decorerrá na sede do Centro de Cultura Espírita, no Bairro das Morenas, em Caldas da Rainha, na Rua Francisco Ramos, nº 34, r/c.

As entradas são livres e gratuitas.

Francisco Rebouças

Informações da Socieade Espírita de Londres

Informações da Socieade Espírita de Londres, Reino Unido

Spiritist Society of London
Reino Unido

A Sociedade Espírita de Londres foi fundada em Julho de 2010. Desde então, oferece semanalmente palestras em língua inglesa as 5as. Feiras, palestras públicas com temas do MÊS, inicio as 7.30, termino as 8.45pm.

Uma nova turma para o estudo de O Livro dos Espíritos iniciou-se as 3as. Feiras, no mesmo endereço na Oxford House em Bethnal Green, primeiro andar, sala 8, com inicio as 7.30pm termino as 8.45pm.

A SSL, como é carinhosamente chamada é membro da BUSS, a federativa britânica e trabalha nos moldes sugeridos nos Seminários para Preparação de Trabalhadores Espíritas, organizados pelo Conselho Espírita Internacional, do qual a BUSS é membro integrante.

O prédio onde está situado a SSL tem uma historia dignificante:

Oxford House originalmente estabelecida em Londres no ano de 1884 por Keble College e a University of Oxford (Universidade de Oxford).

Objetivo: manter um local com trabalho na área da religiosidade, socialização e educação oferecidos aos necessitados do Leste de Londres.
Todas as instituições que alugam salas mensal ou esporádica, são de alguma forma entidades filantrópicas sem fins lucrativos, voltados ao apoio a comunidade nos mais variados objetivos.

Se vc tiver interesse em conhecer mais sobre a OH, visite o site: http://www.oxfordhouse.org.uk/

Foto ao lado: Capela no ultimo andar da OH.

Atualmente o Presidente da SSL – é Russ Davis.
Contacto para obter maiores informações sobre cursos, palestras e outros, podem ser solicitadas a Secretaria do SSL, Angela Sanchez, pelo e-mail: thesslondon@gmail.com
Participe também pelo face book:
Veja também o web site da BUSS: http://www.buss.org.uk/
(Informações recebidas em email de Angela Sanchez sanchez.angelacruz@gmail.com)

Francisco Rebouças

Programa "O ESPIRITISMO ENSINA"


Meus caros amigos, hoje é dia do nosso programa "O Espiritismo Ensina", que é levado ao ar todas as terças-feiras das 17:00 às 18:30h., pela WEB Rádio Umen no endereço que segue: http://www.umen.org.br/radio/.

Coordenação e apresentação: Francisco Rebouças e Suzane Câmara.

Não deixe de ouvir o mais novo programa espírta, que tem por finalidade o estudo e a difusão da nossa doutrina.

Você pode participar do programa, enviando sua mensagem através do e-mail: participeumen@hotmail.com,  estamos esperando por você.

Francisco Rebouças

Programa Evolutivo


O delinquente primário, diante das leis humanas, não raro, tem o direito de responder ao processo em clima de liberdade e, mesmo quando condenado, faz jus a vários recursos que lhe amenizam a pena.

O criminoso renitente, pela circunstância da conduta, encontra-se incurso nas penalidades severas e experimentará o isolamento em educandários de segurança, não fruindo de maior consideração...

Assim também ocorre com o Espírito.

Quando os seus erros e delitos são de pequena monta, reencarna-se sob provações reparadoras, enfrentando as disciplinas que o reeducarão, para depois gozar de paz e de liberdade.

Os calcetas e empedernidos, os refratários ao amor e os que se arrojaram aos despenhadeiros do suicídio, do homicídio, recomeçam, na Terra, encarcerados nas expiações lenificadoras...

A provação é oportunidade para o Espírito renovar-se.

A expiação constitui-lhe corretivo severo.

Provado, o Espírito se sente estimulado a conquistas novas, enquanto resgata os débitos anteriores.

Expiando, recupera-se e aprende, sem outra alternativa, enjaulado no processo de depuração.

A provação é solicitada.

A expiação é imposta.

Na primeira, há liberdade de ação; na segunda, desaparece a livre opção, ante o impositivo estabelecido.

Sob prova ou expiação, estás colocado no dispositivo da evolução de que necessitas e que é melhor para o teu progresso.

Aplica a razão e o sentimento lúcidos nesse programa evolutivo e erguete, da posição em que te encontres, alcançando o triunfo da tua reencarnação.

Livro: Episódios Diários
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis
 
Francisco Rebouças

QUESTÕES DA ATUALIDADE (*)

20 – Meio Século de Mediunidade

P – Claro Chico, olhando para trás, como você se sente depois de meio século dedicado à Mediunidade, na Doutrina Espírita?

R – Sinceramente, reconheço que cinqüenta anos é tempo estreito para o trabalho mediúnico no qual sempre encontrei e sempre encontro imenso reconforto e profunda alegria.

21 – Livros - Filhos

P – Por que é que você considera os cento e cinqüenta livros de sua lavra mediúnica como sendo seus filhos?

R – Sempre considerei que qualquer tarefa guarda afinidade inextinguível com que a realiza. Uma casa, por exemplo, é filha do engenheiro que lhe deu forma. Determinada utilidade nasce da mente que a inventou, embora reconheçamos que a inspiração dos Planos Superiores está presente em toda realização edificante. Penso, deste modo, que o livro mediúnico está ligado, não só ao espírito amigo que o escreveu, mas também ao médium que lhe emprestou o concurso para que as páginas espirituais viessem à luz.

22 – Tristeza e Alegria Pessoal

P – Chico, no arquivo de suas recordações, qual é o episódio que lhe traz tristeza e o que lhe dá mais alegria?

P – Se tenho algum pensamento de tristeza é o de não ter aproveitado convenientemente, em cinqüenta nos consecutivos de trabalho mediúnico, tantos ensinamentos nobres, quais os que têm passado por minhas mãos. E o episódio que me causa mais alegria é o de haver conhecido a Doutrina Espírita, que tanta proteção e amparo me dispensa, auxiliando-me a compreender os meus próprios erros e reduzi-los.

23 – Aos Médiuns Iniciantes

P – Depois de cinquenta nos na Mediunidade, o que você teria a dizer aos médiuns iniciantes?

R – Que, apesar das fraquezas e imperfeições que ainda carregamos, na condição de espíritos reencarnados, trabalhar com os Bons Espíritos, estudando e servindo, é sempre o melhor meio de sustentar-nos em atividade, seja em nossos grupos particulares ou seja em nossas instituições.

24 – Animismo

P – Qual a receita que você apontaria contra o animismo?

R – Aprendi com o nosso abnegado Emmanuel que o médium é também um espírito necessitado de socorro e de orientação. Desse modo, se o chamado animismo aparece em determinado grupo, devemos atender ao companheiro ou à companheira, envolvidos no assunto, com o mesmo carinho e atenção que dispensamos comumente ao espírito desencarnado, quando no intercâmbio conosco.

25 – Receita da Felicidade

P – Qual o caminho mais fácil para alcançar-se à felicidade?

R – Caro amigo, o caminho da felicidade, bem sei qual é. É o caminho que Jesus nos apontou, ensinando-nos a “amar ao próximo, tal qual Ele mesmo nos ama e nos amou”. Difícil para mim é andar no caminho da felicidade, embora eu saiba que o mapa está no Evange-lho do Senhor...

26 – Dor e Esforço

P – Chico, por que o homem sofre?

R – Acreditamos que o homem dramatiza talvez demais o problema da dor, porque nada de bom se adquire sem esforço. E todo esforço, seja para aprender ou reaprender, edificar ou reedificar, exige sofrimento. Creio que o sofrimento é uma necessidade inarredável da evolução e do aprimoramento que nos cabe realizar.

27 – Esmolas

P – Quando é que a esmola deixa de auxiliar e passar a prejudicar os que dela necessitam?

R – Penso que esmola nunca prejudica, porque a alegria de auxiliar é sempre maior que a alegria de receber. Neste assunto, creio que as facilidades excessivas para quem não se preparou convenientemente para recebê-las, em real proveito de si mesmo ou em proveito dos outros, é que geral muitos desequilíbrios que poderiam, talvez, ser evitados.

28 - A Conquista da Fé

P – Inegavelmente, a fé é uma das conquistas mais difíceis para o Espírito. Como torná-la menos penosa?

R – A conquista da fé, a nosso ver, se faz menos penosa quando resolvemos ser fiéis, por nós mesmos, às disciplinas decorrentes dos compromissos que assumimos.

29 – Mediunidade. Obstáculos

P – Chico, qual o obstáculo mais difícil a vencer na Mediunidade?

R – Os obstáculos mais difíceis ao desenvolvimento da mediunidade estão sempre em nós mesmos. Quando deixamos os trabalhos mediúnicos para entregar-nos a tipos de atividades inconvenientes, estamos habitualmente cedendo às tentações que ainda trazemos em nós mesmos, constantes das tendências inferiores que ainda remanescem dentro de nós, em nos referindo a herança pessoal que trazemos de existência passadas.

30 – Parapsicologia e Espiritismo

P – A Parapsicologia surgiu para auxiliar ou para destruir o Espiritismo?

R – A Parapsicologia, como ciência pura, sem propósitos de agir dogmaticamente, a serviço dessa ou daquela religião, é sempre uma atividade valiosa, capaz de acordar as inteli-gências para as realidades da Doutrina Espírita.

31 – Experiência Mediúnica

P – Como médium, qual foi a sua maior experiência?

R – O trabalho com os Espíritos Amigos ainda e sempre é a minha maior experiência em mediunidade, porque, diariamente, eles nos trazem novas lições.

32 – Atendimento Espiritual Ideal

P – Chico, desde 1927 que você tem acompanhado a evolução do Espiritismo no Brasil, e ninguém melhor do que você tem percebido a grande afluência de pessoas às nossas casas espíritas. A que atribuir sedenta procura? Como nós, os espíritos, devemos preparar-nos para dar-lhes o que buscam?

R – Desde muito tempo, o nosso Caro Emmanuel nos fala dessa necessidade de preparar-nos pelo estudo e pelo trabalho, a fim de atender às necessidades espirituais, sempre maiores no campo humano. Se cada companheiro de Doutrina Espírita produzir o melhor que pode em favor dos irmãos necessitados de esclarecimentos e paz, estaremos caminhando para o atendimento ideal, em nossas casas de fé.

33 – Mediunidade consciente e Inconsciente

P – Chico, você prefere funcionar como médium consciente ou inconsciente? Por quê?

R – Em meu caso pessoal, depois de muito tempo de trabalho, os Benfeitores Espirituais é que decidem. Para mim, porém, prefiro trabalhar na condição de médium responsável pela manifestação da qual, porventura, venha a ser instrumento.

34 – Inspiração e Instrução. Limites

P – Onde termina a inspiração e começa a intuição?

R – Não tenho uma noção exata do ponto de interação de uma e de outra. Chego a pensar que intuição é a inspiração quando cresce, induzindo-nos a sentir, pensar e fazer, confor-me as nossas próprias obrigações.

(* - Transcrita do Jornal A Flama Espírita, Uberaba/MG, de 25 de junho de 1977; intitulada “A Flama Espírita entrevista Francisco Cândido Xavier”).

Livro: Encontros no Tempo
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças