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terça-feira, 13 de setembro de 2011

"O Consolador"

Amigos estamos dando continuidade ao estudo do livro O Consolador, hoje com as questões 113 a 120. Estudem conosco!
113 – Os pais espiritistas devem ministrar a educação doutrinária a seus filhos ou podem deixar de fazê-lo invocando as razões de que, em matéria de religião, apreciam mais a plena liberdade dos filhos?

O período infantil, em sua primeira fase, é o mais importante para todas as bases educativas, e os pais espiritistas cristãos não podem esquecer seus deveres de orientação aos filhos, nas grandes revelações da vida. Em nenhuma hipótese, essa primeira etapa das lutas terrestres deve ser encarada com indiferença.

O pretexto de que a criança deve desenvolver-se com a máxima noção de liberdade pode dar ensejo a graves perigos. Já se disse, no mundo, que o menino livre é a semente do celerado. A própria reencarnação não constitui, em si mesma, restrição considerável à independência absoluta da alma necessitada de expiação e corretivo?

Além disso, os pais espiritistas devem compreender que qualquer indiferença nesse particular pode conduzir a criança aos prejuízos religiosos de outrem, ao apego do convencionalismo e à ausência de amor à verdade.

Deve nutrir-se o coração infantil com a crença, com a bondade, com a esperança e com a fé em Deus. Agir contrariamente a essas normas é abrir para o faltoso de ontem a mesma porta larga para os excessos de toda sorte, que conduzem ao aniquilamento e ao crime.

Os pais espiritistas devem compreender essa característica de suas obrigações sagradas, entendendo que o lar não se fez para a contemplação egoística da espécie, mas, sim, para santuário onde, por vezes, se exige a renúncia e o sacrifício de uma existência inteira.

114 – A economia deve ser dirigida?

– No que se refere à técnica de produção, à necessidade da repartição e aos processos de consumo, é mais que justa a direção da economia; porém, nesse sentido, todo excesso político que prejudique a harmonia na lei das trocas, de que o progresso depende inteiramente, é um erro condenável, com graves conseqüências para toda a estrutura do organismo coletivo.

Tais excessos deram causa aos sistemas autárquicos de governos, da atualidade, onde carecem todos os ideais de justiça econômica e de fraternidade, em virtude dos erros de visão do mau nacionalismo.

A vida depende de trocas incessantes e toda restrição a esses elevados princípios de harmonia é uma passagem para a destruição revolucionária, onde se invertem todos os valores da vida.

Que a economia seja dirigida, mas que as paixões políticas não penetrem os seus domínios de equilíbrio e reciprocidade, porquanto, na sua influência nefasta, o “bastar-se a si mesmo” é a ideologia sinistra da ambição e do egoísmo, onde o fermento da guerra encontra o clima apropriado para as suas manifestações de violência e extermínio.  
Segunda Parte
Filosofia
INTERPRETAÇÃO DA FILOSOFIA

115 – É a Filosofia a interpretação sintética de todas as atividades do Espírito em evolução na Terra?

– A Filosofia constitui, de fato, a súmula das atividades evolutivas do Espírito encarnado, na Terra.

Suas equações são as energias que fecundam a Ciência, espiritualizando-lhe os princípios, até que unidas uma à outra, indissoluvelmente, penetrem o átrio divino das verdades eternas.

116 – O homem físico está sempre ligado ao seu pretérito espiritual?

– Como a maioria das criaturas humana se encontra em lutas expiatórias, podemos figurar o homem terrestre como alguém a lutar para desfazer-se do seu próprio cadáver, que é o passado culposo, de modo a ascender para a vida e para a luz que residem em Deus.

Essa imagem temo-la na semente do mundo que, para desenvolver o embrião, cheio de vitalidade e beleza, necessita do temporário estacionamento no seio lodoso da Terra, a fim de se desfazer do seu envoltório, crescendo, em seguida, para a luz do Sol e cumprindo sua missão sagrada, enfeitada de flores e frutos.

117 – A inteligência, julgada pelo padrão humano, será a súmula de várias experiências do Espírito sobre a Terra?
– Os valores intelectivos representam a soma de muitas experiências, em várias vidas do Espírito, no plano material. Uma inteligência profunda significa um imenso acervo de lutas planetárias. Atingida essa posição, se o homem guarda consigo uma expressão idêntica de progresso espiritual, pelo sentimento, então estará apto a elevar-se a novas esferas do Infinito, para a conquista de sua perfeição.

118 – Como se registram as experiências do Espírito em uma encarnação, para servirem de patrimônio evolutivo nas encarnações subsequentes?

– É no próprio patrimônio íntimo que a alma registra as suas experiências, no aprendizado das lutas da vida, acerca das quais guardará sempre uma lembrança inata nos trabalhos purificadores do porvir.

119 – Como devemos proceder para dilatar nossa capacidade espiritual?

– Ainda não encontramos uma fórmula mais elevada e mais bela que a do esforço próprio, dentro da humildade e do amor, no ambiente de trabalho e de lições da Terra, onde Jesus houve por bem instalar a nossa oficina de perfectibilidade para a futura elevação dos nossos destinos de Espíritos imortais.

120 – Pode existir inteligência sem desenvolvimento espiritual?

– Diremos, melhor: inteligência humana sem desenvolvimento sentimental, porque nesse desequilíbrio do sentimento e da razão é que repousa atualmente a dolorosa realidade do mundo. O grande erro das criaturas humanas foi entronizar apenas a inteligência, olvidando os valores legítimos do coração nos caminhos da vida.
 
Livro: O Consolador
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças