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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

DOIS DE NOVEMBRO


Alphonsus Guimarães

A alma presa das lágrimas terrenas,
Lembrando a alma que busca o mundo etéreo,
Hoje espalha na paz do cemitério
Um dilúvio de rosas e açucenas...

Mas das luzes puríssimas do império
Das plagas bonançosas e serenas,
Vimos nós mitigar as vossas penas,
Na divina jornada do mistério.

O nosso imensurável campo-santo
É toda a Terra, imersa em mágoa e pranto,
Onde estão nossos mortos soterrados.

No sepulcro da carne apodrecida,
No turbilhão de lágrimas da vida,
Entre as sombras da dor e dos pecados!...

Livro: Lira Imortal
Chico Xavier/Espíritos Diversos
 
Francisco Rebouças