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segunda-feira, 25 de julho de 2011

UMA PAGA DE AMOR


Quando a chispa do ódio lavrou o Incêndio da malquerença, deixaste-te carbonizar pelas chamas do desespero...

Quando o veneno da intriga te visitou a casa do coração, permitiste-te a revolta que se converteu em injustificada aflição...

Quando o chicote da calúnia estrugiu nas tuas intenções nobres, concedeste-te a insensatez do desânimo que se transformou em enfermidade difícil...

Quando a nuvem da discórdia sombreou o grupo feliz das tuas amizades, julgaste-te abandonado, destroçando os planos superiores da edificação da alegria, onde armazenavas sonhos para o futuro...

Quando o fel do ciúme tisnou o sol do amor que te iluminava, resvalaste na alucinação morbífica que te aniquilou as mais belas expressões de amparo pelo caminho redentor...

Quando o ácido da irritabilidade alheia te foi atirado à face, foste dominado pela fúria da reação desvairada, fazendo-te perder abençoada ocasião de ajudar...

Tudo porque esqueceste da justa e necessária dose de amor.

Uma baga apenas teria sido suficiente.

Se amasses, todavia, com legítima qualidade de amor, o ódio cederia lugar à expectativa do bem, a intriga se desagregaria, a calúnia seria dissipada, a discórdia se apaziguaria, o ciúme se teria anulado, a irritabilidade se dulcificaria e a vida, então, adquiriria a sua santificante finalidade.

Com a moeda do amor se adquirem todos os bens da Terra e os incomparáveis tesouros do Céu.

O amor persevera — insistindo nos propósitos superiores que o vitalizam.

Convence — produzindo pela força da sua magnitude a excelência dos seus propósitos.

Transforma — pela natureza dulcificadora de que se constitui.

Dignifica — em razão do conteúdo de que se faz mensageiro.

Liberta — por ser o poder da vida de Deus transladada para toda a Criação.

O amor — alma da vida e vida da alma —é a canção de felicidade que vibra do Céu na direção da Terra, sem encontrar, por enquanto, ouvidos atentos que lhe registrem a incomparável melodia, de modo a se transformar em harmonia envolvente que penetra até onde cheguem as suas ressonâncias...

Ele se misturou às massas sofridas, e era a Saúde por Excelência; se submeteu a arbitrário interrogatório, e era Juiz Supremo; se permitiu martírio infamante, e era o Embaixador Sublime de Deus; se deixou assassinar, e era a Vida Abundante — por amor. E pelo amor retornou aos que o não amaram para ensinar a supremacia da Verdade sobre a ignorância e do bem sobre o mal, oferecendo-se pelos séculos porvindouros, porque o amor é a manifestação de Deus penetrando tudo e tudo sublimando.

“Tratai todos os homens como quereríeis que eles vos tratassem”. (Lucas, 6:31)

“Não acrediteis na esterilidade e no endurecimento do cor ação humano; ao amor verdadeiro, ele, a seu malgrado, cede.

É um ímã a que não lhe é possível resistir.”

(O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, Capítulo 11º — Item 9,, parágrafo 5)

Livro: Florações Evangélicas
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças