Casemiro Cunha
Respeito, felicidade,
Afeto e bênçãos, granjeia,
Quem resguarda a própria boca
Contra o mal da vida alheia.
Para guardar a alegria
De nunca desacertar,
Espera para pedir
E apressa-te no ajudar.
Não te acomodes à astúcia.
O braço que arma a esparrela
Freqüentemente é o primeiro
Que se arroja dentro dela.
No seio das afeições,
Conserva a paz que abençoa.
Quem ama efetivamente
Entende, ajuda e perdoa.
A franqueza fala sempre,
Com razão ou sem razão,
Mas a prudência bondosa
Espera a interrogação.
Não faças da própria vida
Preguiça, folga ou pilhéria.
O dia desocupado
Traz o cartão da miséria.
Desculpa infinitamente
Aos que te ofertem carinho.
Quem colhe a graça da rosa
Recebe igualmente o espinho.
Sê calmo, brando e indulgente,
Entre as agruras da sorte.
Diante da consciência
Nem sempre a força é mais forte.
Evita a sombra da ira,
Controla a impulsividade.
A pessoa enfurecida
É uma fera em liberdade.
No mar revolto da vida
Não se desvaira, nem teme,
Quem ama e serve lembrando
Que Jesus está no leme.
Livro: Paz e Alegria
Chico Xavier/Diversos Espíritos
Francisco Rebouças