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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Lindos Casos de Chico Xavier

O LAVRADOR E A ENXADA

Chico Xavier, ainda hoje e há mais de vinte anos, é empregado na Fazenda de Criação do Ministério da Agricultura, em Pedro Leopoldo.

Certa manhã, caminhava para o trabalho, atravessando largo trecho de campo no rumo do escritório, meditando sobre os trabalhos mediúnicos a que se confiava.

As exigências eram sempre muitas.

Como agir para equilibrar-se na tarefa?

Surgiam doentes, pedindo socorro...

Aflitos rogavam consolação.

Curiosos reclamavam esclarecimentos...

Ateus insistiam pela obtenção de fé.

Os problemas eram tantos!

Quando curvava a cabeça, desanimado, aparece-lhe Emmanuel e aponta-lhe um quadro a pequena distância.

Era um lavrador ativo, manejando uma enxada ao sol nascente.

— Reparou? — disse ele ao Médium — guiada pelo cultivador, a enxada apenas procura servir.

Não pergunta se o terreno é seco ou pantanoso, se vai tocar o lodo ou ferir-se entre as pedras... Não indaga, se vai cooperar em sementeira de flores, batatas, milho ou feijão... Obedece ao lavrador e ajuda sempre.

Logo, após, fez uma pausa, e considerou:

— Nós somos a enxada nas mãos de Jesus, o Divino Semeador.

Aprendamos a servir sem indagar.

Chico, tocado pelo ensinamento, experimentou iluminada renovação interior, e disse:

— É verdade! o desânimo é um veneno...

— Sim, — concluiu o orientador — a enxada que foge à glória do trabalho, cai na tragédia da ferrugem. Essa é a Lei.

O benfeitor despediu-se e o Médium abraçou o trabalho, naquele dia, de coração feliz e a alma nova.

Livro: Lindos Casos de Chico Xavier
Ramiro Gama
 
Francisco Rebouças