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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Perante o Mundo


“Não se turbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim.” J esus (João, 14:1)

“A casa do Pai é o Universo. As diferentes moradas São os Mundos que circulam no espaço infinito e oferecem aos Espíritos que neles encarnam, moradas correspondentes ao adiantamento dos mesmos Espíritos.” (Cap. 111, Item 2)

Clamas que não encontraste a felicidade no mundo, quando o mundo — bendita universidade do espírito —, dilapidado por inúmeras gerações, te inclui entre aqueles de quem espera cooperação para construir a própria felicidade.

Quando atingiste o diminuto porto do berço, com a fadiga da ave que tomba inerme, depois de haver planado longo tempo sobre mares enormes, conquanto chorasses, argamassavas com teus vagidos, a alegria e a esperança dos pais que te acolhiam, entusiasmados e jubilosos, para seres em casa o esteio da segurança.

Alcançaste o verde refúgio da meninice embora mostrasses a inconsciência afável da infância, foste para os mestres que te afagaram na escola a promessa viva de luz e realização que lhes emblemava o porvir. Chegaste ao róseo distrito da juventude e apesar da inexperiência em que se te esfloravam todos os sonhos, os dirigentes de serviço, na profissão que abraçaste, contavam contigo para dignificar o trabalho e clarear os caminhos.

Constituíste o lar próprio e, não obstante tateasses os domínios da responsabilidade, em meio de flores e aspirações, espíritos, afeiçoados e amigos te aguardavam generoso concurso para se corporificarem na condição de teus filhos através da reencarnação.

Penetraste os círculos da fé renovadora que te honra os anseios de perfeição espiritual e se bem que externasses imediata necessidade de esclarecimento e socorro, companheiros de ideal saudaram-te a presença, na certeza de teu apoio ao levantamento das iniciativas mais nobres.

Casa que habitas, campo que lavras, plano que arquitetas e obras que edificas, solicitam-te paz e trabalho. Amigos que te ouvem rogam-te bom amimo.

Doentes que te buscam suspiram por melhoras. Criaturas que te rodeiam pedem-te amparo e compreensão para que lhes acrescentes a coragem.

Cousas que te cercam requisitam-te proteção e entendimento para que se lhes aprimore o dom de servir. Tudo é ansiosa expectativa, ao redor de teus passos.

Não maldigais a Terra que te abençoa.

Afirmas que esperas, em vão, pelo auxílio do mundo... Entretanto é o mundo que espera confiantemente por ti.
Livro: Livro da Esperança
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças