Solidarity Spiritist Societ

domingo, 29 de maio de 2011

Livro "O Consolador"

Caros amigos, estamos dando continuidade ao estudo do livro O Consolador, para nossas reflexões. Desta vez abordando as questões de nº 42 a 50.
Estude conosco!
PSICOLOGIA:

42 – Como poderemos compreender, pelo Espiritismo, o preceito da Psicologia que afirma a experiência dos nossos cinco sentidos como todo o fundamento de nossa vida mental?

– O Espiritismo esclarece que o homem é senhor de um patrimônio mais vasto, consolidado nas suas experiências de outras vidas, provando que o legítimo fundamento da vida mental não reside, de maneira absoluta, na contribuição dos sentidos corporais, mas também nas recordações latentes do pretérito, das quais os fenômenos da inteligência prematura, na Terra, são os testemunhos mais eloquentes.

43 – Estabelecendo a psicologia do mundo como sede da memória, do julgamento e da imaginação, as partes do cérebro humano, cujas funções não são ainda devidamente conhecidas pela Ciência, retardam a solução de um problema que só pode ser satisfeito pelos conhecimentos espiritistas?

– Distante das cogitações de ordem divina, a psicologia terrestre efetua essa procrastinação, até que consiga atingir o profundo estuário da verdade integral.

44 – Poderá a Psicologia chegar a uma solução cabal do problema das desordens mentais, denominadas anormalidades psicológicas?

– Movimentando tão somente os materiais da ciência humana, a Psicologia não atingirá esse desiderato, conservando-se no terreno das definições e dos estudos, distantes da causa. Os conhecimentos do mundo, porém, caminham para a evolução dessa ciência à luz do Espiritismo, quando, então, seus investigadores poderão alcançar as soluções precisas.

45 – A psicanálise freudiana, valorizando os poderes desconhecidos do nosso aparelhamento mental, representa um traço de aproximação entre a Psicologia e o Espiritismo?

– Essas escolas do mundo constituem sempre grandes tentativas para aquisição das profundas verdades espirituais, mas os seus mestres, com raras exceções, se perdem na vaidade dos títulos acadêmicos ou nas falsas apreciações dos valores convencionais. Os preconceitos científicos, por enquanto, impossibilitam a aproximação legítima da Psicologia oficial e do Espiritismo.

Os processos da primeira falam da parte desconhecida do mundo mental, a que chamam de subconsciente, sem definir essa cripta misteriosa da personalidade humana, examinando-a apenas na classificação pomposa das palavras. Entretanto, somente à luz do Espiritismo poderão os métodos psicológicos aprender que essa zona oculta, da esfera psíquica de cada um, é o reservatório profundo das experiências do passado, em existências múltiplas da criatura, arquivo maravilhoso em que todas as conquistas do pretérito são depositadas em energias potenciais, de modo a ressurgirem no momento oportuno.

46 – Como poderemos compreender os chamados complexos ou associações de ideias no fenômeno mental?

– Sabemos que as associações de ideias não têm causa nas células nervosas, constituindo antes ações espontâneas do Espírito dentro do vasto mecanismo circunstancial; essas ações são oriundas do seu esforço incessante, projetadas através do cérebro mental, que não é mais que um instrumento passivo.

47 – Por que, relativamente ao estudo dos processos mentais, se encontram divididos no campo da opinião os psicologistas do mundo?

– Os psicologistas humanos, que se encontram ainda distantes das verdades espirituais, dividem-se tão só pelas manifestações do personalismo, dentro de suas escolas; mesmo porque, analisando apenas os efeitos, não investigam as causas, perdendo-se na complicação das nomenclaturas científicas, sem uma definição séria e simples do processo mental, onde se sobrelevam as profundas realidades do Espírito.

48 – O Espiritismo esclarecerá a Psicologia quanto ao problema da sede da inteligência?

– Somente com a cooperação do Espiritismo poderá a ciência psicológica definir a sede da inteligência humana, não nos complexos nervosos ou glandulares do corpo perecível, mas no Espírito imortal.

49 – Como devemos conceituar o sonho?

– Na maioria das vezes, o sonho constitui atividade reflexa das situações psicológicas do homem no mecanismo das lutas de cada dia, quando as forças orgânicas dormitam em repouso indispensável.

Em determinadas circunstâncias, contudo, como nos fenômenos premonitórios, ou nos de sonambulismo, em que a alma encarnada alcança elevada porcentagem de desprendimento parcial, o sonho representa a liberdade relativa do Espírito prisioneiro da Terra, quando, então, se poderá verificar a comunicação inter vivos e, quanto possível, as visões proféticas, fatos esses sempre organizados pelos mentores espirituais de elevada hierarquia, obedecendo a fins superiores, e quando o encarnado em temporária liberdade pode receber a palavra e a influência diretas de seus amigos e orientadores do plano invisível.

50 – A vocação é uma lembrança das existências passadas?

– A vocação é o impulso natural oriundo da repetição de análogas experiências, através de muitas vidas.

Suas características, nas disposições infantis, são o testemunho mais eloquente da verdade reencarnacionista.

Livro: O Consolador
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças