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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Leviandades

Malversam os recursos inestimáveis da mediunidade, no jogo perigoso das trivialidades em que se comprazem.

Irrequietos, voejam insensatos, de local a local, buscando lucros e permutando brejeirices, longe das atitudes de coerência moral superior, como se fossem permanecer imunes à desencarnação, que pensam adiar indefinidamente.

Não lhes interessam esclarecimentos, diretrizes edificantes.

Cometem abusos de toda ordem, entregam-se a prazeres exaustivos, sorvem os licores da embriaguez demorada, veraneiam nos arraiais da fé, e, quando tal ocorre, solicitam, a princípio, exigem depois recursos de urgência e soluções apressadas para as velhas complicações em que se agradam...

Os Espíritos Desencarnados devem ajudá-los, liberá-los das cangas a que se ataram espontaneamente.

Caíram por invigilância, não obstante advertidos.

Enfermaram por negligência, embora orientados.

Desequilibraram-se por teimosia, apesar de esclarecidos.

Obsidiaram-se por descaso ao dever, sem embargo socorridos.

Complicaram-se por irresponsabilidade, mesmo informados.

Repentina e tardiamente se crêem merecedores de libertação, como se fora possível fazer por eles o que se negaram de livre vontade conseguir, quando tudo lhes sorriam bênçãos.

Frívolos, prometem ao Senhor tornarem-se melhores, caso se recuperem, qual se isso fora de proveito para o Divino Benfeitor e não para eles próprios.

Fantasistas, recorrem a processos mágicos de emergência, com que se equivocam, perturbando-se mais.

Enganadores, assumem atitudes de precária sobriedade e retidão, como a negociarem saúde e paz de urgência...

São os levianos que aportam nas praias da Verdade, iludidos, pensando em iludir os outros.

Ajuda-os, quando te busquem, mas não te aflijas em demasia, face às aflições deles.

Ensina-lhes recomeço e serviço, edificação interior e discernimento real, a fim de que despertem das torpezas morais em que se enlanguescem e saiam do cárcere da leviandade para as avenidas do trabalho eficiente de que necessitam para a libertação total.

Muitas vezes defrontá-los-ás na Boa Nova ao lado de Jesus.

Um era jovem e rico; não tinha tempo para o Reino de Deus.

Outro era doutor e maduro; não estava disposto à grande renúncia para o Reino de Deus.

Este era fariseu e fátuo; não desejava misturar-se aos candidatos do Reino de Deus.

Esse era leproso e curou-se; mas não quis participar do Reino de Deus.

Aqueles eram cambistas e poderosos; não perceberam que o melhor negócio era o Reino de Deus...

Abre-te à responsabilidade e cinge-te com as diretrizes do equilíbrio.

Este hoje logo passa e o chamarás ontem, como amanhã te alcançará breve, em hoje que se tornará ontem, igualmente.

Nesse suceder de limites de tempo, a desencarnação te alcançará.

Age, portanto, agora, de tal forma que, se amanhã estiveres livre do escafandro carnal, disporás de um futuro de paz, em que conhecerás a felicidade por teres trabalhado com siso pelo Reino de Deus, no qual ingressarás.

Livro: Celeiro de Bênçãos
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças