Solidarity Spiritist Societ

domingo, 17 de abril de 2011

FAZER FORÇA

Emmanuel

Ninguém pode medir o poder de destruição que a cólera exerce sobre os recursos da vi-da.

E, nas épocas de transição quando se requisitam mais amplos recursos de tolerância en-tre aqueles que se complementam uns aos outros, na vida comunitária, uma atitude nomeada pelo espírito popular como seja “fazer força” é constantemente chamada a expressar-se, em quase todos os momentos, a fim de que os processos de irritação não se encaminhem para a delinqüência .

Preservando a paz e a segurança, não nos bastará recomendá-las, mas sim empenhar-nos, sinceramente, na sustentação delas.

Trazes contigo um problema a exigir solução; entretanto, já sabes que é preciso “fazer força” para resolvê-los sem preocupações para os que te rodeiam, sob pena de ampliar-lhe as áreas de conflito.

Adquiriste certa enfermidade que te exaure as energias; contudo, é aconselhável te limi-tes ao tratamento discreto, sem que te desmanches na queixa de modo a que não agraves sin-tomas na imaginação dos que te ouvem, com possibilidades de te agravarem a situação.

Tens o lar em desajuste, reunindo espíritos antagônicos, corporificados em resgates de existências anteriores, mas o quadro geral das próprias lutas te pede devotamento máximo à serenidade e à paciência, de maneira que os entraves domésticos não se te convertam em martírio.

Sofreste prejuízos pela invigilancia ou incorreção de amigos em cuja afetividade se te instalava a confiança, porém, é necessário saber sofrê-los sem exceder-te em reclamações e críticas que acabariam atraindo forças negativas capazes de arrasar-te as melhores possibili-dades de recuperação.

Fazer força para colaborar na tranqüilidade dos outros é hoje um imperativo a observar criteriosamente em favor de nós mesmos.

Em verdade, ocorrências infelizes surgem atualmente, por toda a parte; no entanto, pre-cisamos refletir até que ponto teremos cooperado no colapso da resistência de quantos resva-lam em desequilíbrio.

Seja onde for e seja com quem estivermos, precisamos “fazer força” para que azedume e nervosismo, cólera e aspereza, não apareçam nos grupos de trabalho que, porventura, inte-gremos, porque se nos propomos a viver no Mundo Melhor de Amanhã, é lógico nos dispo-nhamos a “fazer força” para construí-lo.

Livro: Momentos de Ouro
Chico Xavier/Espíritos Diversos
 
Francisco Rebouças