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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

RECADO AS MÃES


Dirijo-me principalmente às mães, pois, cada vez aumenta mais o número de pais desesperados pela partida dos seus filhos queridos para o Além; mas, que estas palavras sirvam também para os filhos cujos pais foram chamados para o Alto; para as viúvas que tem a res-ponsabilidade de criar e educar os filhos que Deus lhes confiou, enfim, para todos os que a-ceitam estas linhas a titulo de apoio e solidariedade de irmã.

Companheiras de infortúnio, mães sofredoras que, como eu, tem o coração dilacerado pela saudade e o rosto marcado pela dor, reflitam comigo: se os nossos filhos foram chama-dos, algo mais sério existe nisso.

Essa explicação só a encontrei, e vocês só a encontrarão, na Doutrina do Amor, da Fé, da Caridade, do Amor ao Próximo: a Doutrina Espírita.

Não estamos sós; tendo fé, Deus está em nós, nos sustentando e nos fortalecendo em tudo o que tenhamos a fazer a suportar.

Mães! Olhem para trás: sempre há alguém por perto necessitando de uma palavra de encorajamento, porque talvez tenha uma prova a cumprir bem maior do que a nossa!

Deus, em sua infinita bondade, não dá a prova além das forças de quem a pede, mas somente a que possa ser suportada e cumprida.

Oh! Mães angustiadas, coragem, pelo amor de Deus! Vejam e meditem que a consola-ção maior, e mais animadora, depende de esforço próprio, destruindo as causas do mal e da tristeza, recorrendo a Jesus, às preces, à caridade sem limites.

De que adianta você, querida amiga e irmã amargurada, sofrer a saudade numa poltrona reclinada?

Levante-se e ajude sua companheira na dor, menos afortunada e menos esclarecida, porque ela também é Mãe, não importando a sua posição social; sua angustia é semelhante à de outra mãe qualquer.

Estendamos-lhe mãos fraternas e, unidas na Fé em Deus, vamos tentar amenizar a dor de uma terceira, pois, como diz meu querido filho Laurinho, em uma das suas mensagens, “Mãe é um mistério de Deus...”

Somos, então, todas iguais.

Vamos cerrar fileiras na caridade, no amor e na fé.

Se nossos filhos estão nos vendo e nos ouvindo, só terão a ganhar com isso.

Se não os temos perto de nós, fisicamente, que poderemos fazer a mais para beneficiá-los? Aceitar a vontade de Deus, com Fé e Amor ao Próximo.

Seja o nosso lema a máxima: “Fora da caridade não há salvação”, porque todos aqueles que conseguirem praticar a caridade acharão a recompensa do Senhor.

A caridade tem muitas formas: uma palavra de alento, para uma pessoa necessitada, também é um ato de caridade.

Sendo mãe de cinco jóias, e tendo neste momento como maravilhoso orientador espiri-tual meu filho Laurinho – que vocês já devem conhecer se leram meu primeiro livro –, gosta-ria de mostrar a todas, com muito carinho e respeito, adicionando alguns esclarecimentos possíveis, trechos de “cartas” recebidas de Laurinho, através de nosso grande e abnegado a-migo e médium Chico Xavier.

Livro: Gaveta de Esperança
Chico Xavier/Laurinho
 
Francisco Rebouças