Solidarity Spiritist Societ

domingo, 14 de novembro de 2010

Novas Doutrinas, novas denominações!



“Mas quando ouviram falar da ressurreição dos mortos, uns escarneciam e outros diziam: acerca disso te ouviremos outra vez.” — (ATOS, CAPÍTULO 17, VERSÍCULO 32.)

O encontro de antigos, dedicados e fiéis trabalhadores da Seara espírita, com diversos outros tipos de seguidores da filosofia ensinada pelos Espíritos Superiores, na Codificação do Espiritismo codificada por Allan Kardec, nos traz à memória o acontecido no contacto de Paulo de Tarso com os atenienses, no Areópago, que nos apresenta lição interessante sobre os possíveis novos discípulos.

Nos diz Emmanuel, pela psicografia de Chico Xavier, que “Enquanto o apóstolo comentava as suas impres­sões da cidade célebre, aguçando talvez a vaidade dos circunstantes, pelas referências aos santuários e pelo jogo sutil dos raciocínios, foi atentamente ou­vido. É possível que a assembléia o aclamasse com fervor, se sua palavra se detivesse no quadro filosó­fico das primeiras exposições. Atenas reverenciá-lo-ia, então, por sábio, apresentando-o, ao mundo, na mol­dura especial de seus nomes inesquecíveis.
Paulo, todavia, refere-se à ressurreição dos mor­tos, deixando entrever a gloriosa continuação da vida, além das ninharias terrestres. Desde esse instante, os ouvintes sentiram-se menos bem e chegaram a es­carnecer-lhe a palavra amorosa e sincera, deixando-o quase só.
O ensinamento enquadra-se perfeitamente nos dias que correm. Numerosos trabalhadores do Cristo, nos diversos setores da cultura moderna, são aten­ciosamente ouvidos e respeitados por autoridades nos assuntos em que se especializaram; contudo, ao declararem sua crença na vida além do corpo, em afirmando a lei de responsabilidade, para lá do se­pulcro, recebem, de imediato, o riso escarninho dos admiradores de minutos antes, que os deixam sozi­nhos, proporcionando-lhes a impressão de verdadeiro deserto”.¹

Nós aproveitamos para dizer da nossa total concordância ao que atesta o benfeitor, pois, o que mais observamos nas palavras e atitudes de tantos quanto se dizem seguidores da filosofia espírita, e não seguem os seus verdadeiros fundamentos é exatamente igual, quando alertados para as verdades ensinadas pela doutrina espírita, não têm a menor boa vontade de ouvir e seguem fazendo espiritismo à maneira particular de interpretá-lo.

Continuam dessa forma, divulgando os postulados espíritas conforme o achismo e modismo sem o menor constrangimento, e não aceitam qualquer observação de quem quer que seja, utilizando o termo espírita como se espiritismo fosse o absurdo que pregam e praticam nos centros que dirigem ou participam, onde a reforma íntima não tem lugar nem importância.

Isso, em pleno século XXI, quando o espiritismo já está à inteira disposição dos que desejarem seguir seus ensinamentos, desde o abençoado dia 18/04/1857, e, quem quer que se diga espírita não pode prescindir de estudar essa nobre doutrina trazida à lume  pelos Imortais da Vida Maior, sob a supervisão do próprio Mestre de Nazaré, que presentearam-nos com essa pérola de valor incalculável, chamada O Livro dos espíritos.
Quando por algum motivo esses donos da verdade são contrariados em seus achismos absurdos e esclarecidos pelas matérias contidas na codificação, enchem-se de fúria e passam a destilar todo o veneno que armazenam em seus corações acusando aqueles que os contrariaram de metidos presunçosos,  etc., como se defender a pureza doutrinária fosse crime.

O próprio Codificador já prevendo esse tipo de “espiritismo” deturpado e completamente infundado que por certo sabia de antemão que surgiria, foi o primeiro defensor da pureza de nossa doutrina, quando colocou em O Livro dos Médiuns, a bela e esclarecedora mensagem do espírito Erasto, donde destacamos o ensino lá contido que representa a maior de todas as defesas que alguém já se mostrou capaz de fazer, conforme segue: “Melhor é repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errônea. ²

Preciso se faz que todos nos empenhemos em vivenciar os postulados de nossa doutrina com o maior respeito e fidelidade aos ensinamentos dos Espíritos Superiores, assumindo a responsabilidade de nos dizermos espíritas, que significa seguidores da doutrina dos Espíritos e se não desejarmos segui-la, com a devida fidelidade e respeito a seus postulados, que não nos utilizemos desse vocábulo criado por Allan Kardec para definir os verdadeiros seguidores do Espiritismo, e façamos então uso do termo espiritualista, anteriormente existente que abrange todas as filosofias diferentes da ensinada pelos Espíritos Superiores na Codificação Espírita, pois, só então não estaremos assumindo o compromisso de aceitar, seguir e vivenciar o contido no Pentateuco Espírita, e só assim, poderemos agir como bem entendemos e desejamos sob a denominação que nos for mais apropriada que em nenhuma hipótese será a de Espírita.  

Bibliografia.
1) Livro: Pão Nosso – Cap. 114- Novos Atenienses - Chico Xavier/Emmanuel.
2) Livro dos Médiuns - Cap. XX, item 230 – Allan Kardec.

Francisco Rebouças.