Solidarity Spiritist Societ

domingo, 17 de outubro de 2010

RENOVAÇÃO

 
          A poda propicia renovação da planta.
          A drenagem faculta a modificação do campo.
          A decantação aprimora a qualidade do líquido.
          O cautério enseja laqueação de vasos e destruição dos tecidos contaminados.
          A modificação dos hábitos viciosos fomenta o entusiasmo que liberta do comodismo pernicioso e da atividade perturbadora.      
          Imperioso o esforço para a renovação que gera bênçãos e é matriz de prodigiosas conquistas.
          Renovar idéias — haurindo no manancial inesgotável do Evangelho a inspiração superior.
          Renovar palestras — mediante o exercício salutar do pensamento comedido e nobre.
          Renovar atividades — colocando o “sal” da alegria e a gota de amor em cada tarefa a ser realizada.
          Renovar objetivos — através do estudo contínuo das metas e meios para a libertação espiritual, tendo em vista a decisão irrevogável de triunfar sobre as imposições afligentes que conspiram no mundo contra a paz verdadeira do espírito.
          Renovar é processo fecundo de produzir. Não apenas renovar para variar, antes reativar os valores que jazem vencidos pela rotina pertinaz, ou redescobrir os ideais que, a pouco e pouco, vão consumidos pelo marasmo, vencidos pela modorra, desarticulados pelas contingências da mecânica realizadora.
          A renovação interior — poda moral — desse modo, exige disciplina e sacrifício para lograr o êxito que se pretende colimar.

          Diante da questão desagradável, que já não consegues resolver, renova a paciência e tenta uma vez mais.
          Ante a pessoa irritante que já conseguiu fazer-se antipática, renova conceitos e insiste na fraternidade um pouco mais.
          Face ao antagonista gratuito que logra desagradar-te, renova o esforço de vencer-te e sê gentil ainda mais.
          Perante o sofrimento que parece destruir-te, renova-te pela oração e confia mais.

          O discípulo do Evangelho, que desdenha o milagre da renovação, pode ser comparado ao trabalhador que menospreza a esperança torna-se vítima fácil para o fracasso.
          Jesus, o Sublime Exemplo, ensinando a perene urgência da renovação dos propósitos superiores, cercou-se de pessoas difíceis de serem amadas, compreendidas, ajudadas, não desperdiçando situações nem circunstâncias negativas, armadilhas e astúcias em momentos de aflitivas conjunturas, propiciando-nos, assim, a demonstração do valor do ideal e da vivência do Bem, conseguindo todos renovar e tudo modificar, em razão dos objetivos elevados do Seu ministério entre os homens.
          Sem reclamar contra o pecado, renovou os pecadores.
          Sem invectivar a astúcia, renovou as vítimas da perturbação bem urdida.
          Sem reagir contra os que O perseguiam em carater contumaz, renovou todos os que se facultavam a Sua palavra.
          Toda a mensagem que nos legou, mediante palavras ou ações, constituiu um poema e um hino de bênçãos à renovação do homem, do mundo e da Humanidade.

Livro: Leis Morais da Vida
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças