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domingo, 19 de setembro de 2010

CONVERSAÇÕES DOENTIAS

“Os médiuns obsidiados, que se recusam a reconhecer que o são se assemelham a esses doentes que se iludem sobre a própria enfermidade e se perdem, por se não submeterem a um regime salutar”.
O LIVRO DOS MÉDIUNS 2ª parte, Capítulo 29º — Ítem 329.

Semelhante a carro de lixo que espalha emanação morbífica por onde passa, as conversações doentias as¬sinalam os roteiros por onde seguem.

Quando se instalam, destroem o domicílio da paz e a suspeita se aloja, vitoriosa, atormentando, implacável.

Como gás de fácil expansão, o tóxico da informação menos digna se expande, asfixiando esperanças e matando aspirações superiores.

Por onde passa, a conversação infeliz gera a hipocrisia, desenvolvendo uma atmosfera anti-fraterna em que assenta suas afirmações.

A má palestra nada poupa. Fácilmente se dissolve em ácido calunioso ou brasa acusadora; atinge corações honestos e enlameia famílias enobrecidas pelo trabalho; deslustra uma existência honrada com uma frase, atirando ignomínia e desdouro; estimula a men¬tira, que se transforma em injúria, fomentando crime e loucura.

Nutrida pela ociosidade a conversação insidiosa é mãe da corrupção moral.

Se os ensinos edificantes tentam exaltar a dignidade e o dever, oferecendo campo à verdade e ao brio, o veneno da informação descaridosa aparece pretextando ingenuidade e destrói, impiedoso, a cultura da dignidade.

Surge aparentemente inofensiva numa frase pérfida para alastrar-se virulenta numa colheita de fel.

Aparece, sorrateira, para imiscuir-se desabridamente onde não é esperada, induzindo quantos lhe dão ouvidos à infâmia e ao ódio...

É imprescindível fiscalizar-lhe as nascentes.

O cristão não lhe pode ser complacente. Rigoroso no respeito aos ausentes, deve vigiar as entradas da mente e as “saídas do coração”.

Cultor da bondade não compactua com as informações aviltantes, devendo eliminar do próprio voca¬bulário as expressões dúbias de significação humilhante.

Fiscaliza, atento, cada dia, as informações que te chegam ao coração. Se te conduzem vinagre sobre a honra alheia e apresentam as feridas dos outros à tua observação, procura os recursos da oração e da piedade, e sempre disporás de bens para não caíres no fascínio negativo das sugestões do mal, renovando todas as. expressões com a mente em Jesus.

O Apóstolo Paulo, advertindo aos Coríntios, pres¬crevia na primeira carta aos companheiros de ministério, conforme se lê no capítulo 15, versículo 33: “Não vos enganeis; as más palavras corrompem os bons costumes”.

As conversações doentias são ácidos nos lábios da vida, queimando a esperança em todo lugar. E os que se entregam a tais palestras são “obsidiados que se recusam a reconhecer que o são, (e) se assemelham a esses doentes que se iludem sobre a própria enfermidade e se perdem, por se não submeterem a um regime salutar.”

Livro: Espírito e Vida
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis
 
Francisco Rebouças