O seguidor da filosofia espírita, deve utilizar-se de humildade constante, no desenvolvimento de qualquer atividade de cunho doutrinário, evitando alarde, sensacionalismo, demonstrações públicas pretensiosas ou métodos de ação suscetíveis de perturbar a tranqüilidade alheia, sem uma orientação segura, simples e ordeira, não se conseguirá nada de produtivo.
Usar, de compreensão, e temperança, quando levar a doutrina libertadora contida nos postulados espíritas, aos irmãos encarcerados nos recintos das penitenciárias e nas colônias de isolamento sanitário, respeitando a todos, sem depreciar crenças ou sentimentos, os ignorantes da verdade, são os que mais precisam de nossa compreensão e ajuda.
Promover o relacionamento fraterno entre as pessoas e as organizações doutrinárias, através de todos os meios possíveis e imagináveis ao seu alcance, utilizando-se para isso, as visitas fraternas, as reuniões sociais, a promoção de eventos etc..., colaborando para a unificação e o bom convívio entre os irmãos de crença, contribuindo para a permuta de experiências e trabalhando para o progresso de todos.
Evitar se estender demasiadamente em temas sem proveito para o aprendiz, buscando transmitir sempre e com fidelidade as lições hauridas do Consolador, de maneira, clara, simples e objetiva, para que seja facilmente absorvida por todos aqueles que ainda não tenham maiores conhecimentos dos princípios espíritas, o Espiritismo deve ser ministrado em pequenas porções.
Não fazer uso de instrumentos ou métodos, que não sejam recomendados para o ensinamento da doutrina espírita, e evitar sempre se desviar das finalidades primordiais de transmitir as recomendações doutrinárias relativas ao espírito imortal, alertando ao aprendiz que as coisas materiais embora essenciais em nosso atual estágio, não podem ter maior importância para nós que as relacionadas com o ser espiritual que somos.
Procurar, de todos os modos fazer uso da prudência quando utilizar expressões verbal que indiquem hábitos, práticas, idéias políticas, sociais ou religiosas, contrárias ao pensamento espírita, quais sejam sorte, acaso, sobrenatural, milagre e outras, preferindo-se, em qualquer circunstância, o uso da terminologia doutrinária pura, lembrando que o uso de uma palavra inadequada pode botar todo o trabalho a perder.
Não ter pressa, nem demonstrar qualquer atitude de ansiedade, no tocante à modificação rápida do ponto de vista dos companheiros, nem todos estão no mesmo nível de entendimento e por isso mesmo necessitamos estar calmos e seguros de que o desenvolvimento da fé em qualquer indivíduo, é um trabalho de paciência.
Embora cientes de que precisamos trabalhar incansavelmente no esclarecimento geral, usando processos justos e honestos, não nos é lícito esquecer que a principal propaganda do nosso trabalho é exatamente aquela que exibimos nos próprios atos, dando sincera demonstração, de que falamos de algo que já nos preocupamos em praticar, através do esforço que empreendemos visando promover a nossa urgente e inadiável reforma íntima, fundamenta nos ensinos contidos no Evangelho de Jesus Cristo.
Francisco Rebouças