Solidarity Spiritist Societ

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Cuidemos de nós mesmos


Procuremos vigiar as nossas próprias reações, para não nos julgarmos indispensáveis, ou insubstituíveis, utilizando-nos sempre da auto-crítica evitando fazer uso do auto-elogio, recordando que o exemplo da humildade é a maior força para a transformação das criaturas; quando nos achamos muito importantes, é que estamos nos afastando das lições do evangelho, crescendo em presunção descabida e perigosa.

Busquemos agir com simplicidade de maneira tal que não aceitemos mesmo indiretamente, atos que signifiquem profissionalismo religioso, quer no campo da mediunidade, quer na direção de instituições, ou em quaisquer outras tarefas que empreendermos na seara do Senhor, pois bem sabemos que a exploração da credulidade alheia anula qualquer bom sentimento, e nos trará sérias complicações.

Cultivemos em nossos passos o necessário respeito à amizade e à gentileza, estendendo-as, quanto possível, aos companheiros e às organizações, sem contudo nos tornarmos coniventes com o erro, a ponto de contrariar a própria verdade, em matéria de Doutrina, para ser agradável aos outros; o verdadeiro espiritismo é caminho para a liberdade e lhe devemos total fidelidade em seus princípios.

Devemos recusar várias funções simultâneas nos campos social e doutrinário, para não nos vermos na contingência de prejudicar a todas, compreendendo que, não se pode cobrir um santo descobrindo o outro; só devemos nos comprometer com aquelas que daremos conta, pois nosso afastamento após a aceitação do compromisso é deserção condenável; aceitar compromissos apenas no limite das nossas próprias possibilidades, buscando cumprir com os encargos assumidos com esmero e dignidade.

Evitemos as falsas superstições, de que algo melhorará para nós com o simples uso de talismãs e votos, pactos e apostas, artifícios e jogos de qualquer natureza, enganosos e prescindíveis, os nossos talismãs deverão ser: o tempo e o trabalho, pois bem sabemos que o acaso não existe.

Esquivemo-nos da utilização de armas homicidas, com a desculpa de que será utilizada apenas para nossa própria defesa, pois o cristão fiel à Doutrina possui, na consciência tranqüila, a fortaleza inatacável, e na fé em Deus a sua garantia de que possui a maior e melhor defesa de que precisa.

Francisco Rebouças.