Caros amigos, estamos dando continuidade ao estudo sobre mediunidade enfocando as questões do Livro: DIRETRIZES DE SEGURANÇA. Questões 82 a 86.
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A água fluidificada tem valor terapêutico?
82 - A água fluidificada tem valor terapêutico?
Divaldo - A magnetização da água é uma providência tão antiga quanto a própria cultura humana. A chamada hidroterapia era conhecida dos povos mais esclarecidos. Sendo considerada uma substância simples, acredita-se que a água facilmente recebe energias magnéticas, fluídicas, e pode operar, no metabolismo desajustado, o seu reequilíbrio. Então, a água fluidificada ou magnetizada tem valor terapêutico.
83 - Quando é necessária ou desaconselhável, durante o passe, a manifestação psicofônica?
Raul - Reconhecendo que o passe é a contribuição vibratória que nós poderemos doar em nome da caridade, desconhecemos a necessidade de comunicações psicofônicas durante o seu transcurso.
Encontramos em Allan Kardec, no livro A Gênese, a informação de que nós poderemos estar submetidos a três tipos ou condições energéticas ou de ações fluídicas1.
Existe fluidificação eminentemente magnética, que são as energias do próprio sensitivo, nesse caso, tido como magnetizador. Ele se desgasta Porque doa do seu próprio plasma, e a partir dessa doação sente se cansado, esgotado. Um outro nível é o das energias espirituais materiais ou psicofísicas, quando se dá a conjugação dos recursos do mundo espiritual com os elementos do médium; o indivíduo se coloca na posição de um vaso de cujos recursos os Benfeitores se utilizam. Eis quando caracterizamos o médium aplicador de passes ou passista: aquele em quem, segundo a Instrução do Espírito André Luiz2, as energias circulam em torno da cabeça, como que assimilando os valores da sua mentalização escoarem do através das mãos, para beneficiar o assistido.
Vemos que quanto mais o trabalhador se aprimora, se aperfeiçoa quanto mais se integra e se entrega ao ministério dos passes, sem cansaço, vai melhorando a si mesmo, pois, ao aplicar as energias socorristas, será primeiramente beneficiado com os fluidos dos Servidores do Além, que dele se utilizam.
Kardec ainda aponta o terceiro nível de energia que é o espiritual por excelência. Neste caso, não haverá nenhuma necessidade de um instrumento físico. Os espíritos projetam diretamente as energias sobre os necessitados.
Assim, vemos que mesmo no segundo nível, em que encontramos o médium aplicador de passes, sobre o qual agem as entidades para atender a terceiros, não há nenhuma necessidade de incorporação desses espíritos. Os Benfeitores, comumente, não incorporam para aplicar passes, o que não impede que, uma vez incorporados, os Benfeitores apliquem passes. São situações diferentes. Uma é o indivíduo receber espíritos para aplicar passes, o que muitas vezes esconde a sua insegurança, o seu atavismo não-espírita, os seus hábitos deseducados. Ele não crê que os espíritos dele possam se utilizar sem a necessidade da incorporação. Então, muitas vezes, por um processo de indução psicológica, o espírito projeta os seus fluidos e o médium age como se o estivesse incorporado. Não se dá conta de que não se trata de uma incorporação, mas de um envolvimento vibratório, que lhe faz arrepiar. Com isso, vamos perceber que, embora haja a atuação dos Benfeitores Espirituais no trabalho dos passes, não há nenhuma necessidade de que incorporemos espíritos para aplicá-los.
Há companheiros que ainda não foram educados para o trabalho do passe e apresentam uma atuação mais característica de distúrbio do que de ascendência mediúnica: os cacoetes psicológicos, a respiração ofegante, o retorcimento dos lábios, os gestos bruscos, estalidos de dedos, etc.; quando nada disso tem a ver, evidentemente, com a realidade dos fluidos, da sua natureza do seu contato com os espíritos que se faz em nível mental.
1. KARDEC, Allan. A gênese, capítulo 14º, item 33, 29ª edição, FEB, Brasília - DF 1986.
2. XAVIER, F.C. Nos domínios da mediunidade, André Luiz, Capítulo 17º (página 165), 8ª edição, FEB, Rio de Janeiro – RJ. 1976.
84 - Como deve ser a dieta alimentar dos médiuns nos dias de trabalho mediúnico?
Raul - A dieta alimentar dos médiuns deverá constituir-se daquilo que lhes possa atender às necessidades sem descambar para os excessos ou tipos de alimentos que, por suas características, poderão provocar implicações digestivas, perturbando o trabalhador e, conseguintemente, os labores dos quais participe. Desse modo, torna-se viável uma alimentação normal, evitando-se os excessivos condimentos e gorduras que, independente das atividades mediúnicas, prejudicam bastante o funcionamento orgânico.
85 - O uso de alguma bebida alcoólica costuma trazer inconvenientes para os médiuns?
Raul - Todo indivíduo que se encontra engajado nos labores mediúnicos, seja qual for a ocupação, deveria abdicar do uso dos alcoólicos em seu regime alimentar. Isto porque o álcool traz múltiplos inconvenientes para a estrutura da mente equilibrada, considerando-se sua toxidez e a rápida digestão de que é alvo, facilitando grandemente que o álcool entre na corrente sangüínea do indivíduo, de modo fácil, fazendo seu efeito característico.
Mesmo os inocentes aperitivos devem ser evitados, tendo-se em mente que o médium é médium as vinte e quatro horas do dia, todos os dias, desconhecendo o momento em que o Mundo Espiritual necessitará da sua cooperação. Além do mais, quando se ingere uma porção alcoólica, cerca de 30% são rapidamente eliminados pela sudorese e pela dejeção, mas cerca de 70% persistem por muito tempo no organismo, fazendo com que alguém que, por exemplo, haja-se utilizado de um aperitivo na hora do almoço, à hora da atividade doutrinária noturna não esteja embriagado, no sentido comum do termo, entretanto, estará alcoolizado por aquela porcentagem do produto que não foi liberada do seu organismo.
86 - A alimentação vegetariana será a mais aconselhável para os médiuns em geral?
Raul - A questão da dieta alimentar é fundamentalmente de foro íntimo ou acatará a alguma necessidade de saúde, devidamente prescrita. Afora isto, para o médium verdadeiro não há a chamada alimentação ideal, embora recomende o bom senso que se utilize de uma alimentação que lhe não sobrecarregue o organismo, principalmente nos dias da reunião mediúnica, a fim de que não seja perturbado por qualquer processo de conturbada digestão que, com certeza, lhe traria diversos inconvenientes.
A alimentação não define, por si só, o potencial mediúnico dos médiuns que deverão dar muito maior validade à sua vida moral do que à comida obviamente.
Algumas pessoas recomendam que não se comam carnes, nos dias de tarefa mediúnica, enquanto outras recomendam que não se deve tomar café ou chocolate, alegando problemas das toxinas, da cafeína, etc., esquecendo-se que deveremos manter uma alimentação mais frugal, a partir do período em que já não tenha tempo o organismo para uma digestão eficiente.
É mais compreensível e me parece mais lógico, que a pessoa coma no almoço o seu bife, se foro caso, ou tome seu cafezinho pela manhã, do que passar todo o dia atormentada pela Vontade desses alimentos, sem conseguir retirar da cabeça o seu USO, deixando de concentrar-se na tarefa, em razão da ansiedade para chegar em casa, após a reunião e comer ou beber aquilo de que tem vontade.
Por outro lado, a resposta dos espíritos à questão 723 de O Livro dos Espíritos é bastante nítida a esse respeito, deixando o espírita bem à vontade para a necessária compreensão, até porque a alimentação vegetariana não indica nada sobre o caráter do vegetariano. Lembremo-nos que o “médium” Hitler era vegetariano e que o médium Francisco Cândido Xavier se alimenta com carne.
Livro: Diretrizes de Segurança
Divalco Franco/Raul Teixeira
Francisco Rebouças