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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Nunca Esmoreças

Alma fraterna recorda:
Os momentos infelizes
Parecem noites de crises
Em que o Céu lembra um vulcão;

Rimbombam trovões no espaço
Coriscos falam da morte
Passa irado o vento forte
Tombando troncos no chão...

Os animais pequeninos
Gritam pedindo socorro
Descendo de morro em morro,
Cai a enxurrada a correr;

Mas, finda a borrasca enorme,
No escuro da madrugada
Em riscas de luz dourada
Vem o novo amanhecer;

Assim é também na vida
Se, atravessas grandes provas,
Na estrada em que te renovas
Guarda a calma ativa e sã;

Sofre, mas segue e caminha,
Vence a sombra que te invade
Se a hora é de tempestade,
Há novo dia amanhã.
(Poema psicografado por Francisco Cândido Xavier)

Francisco Rebouças.